Alta comissária de Direitos Humanos disse que a prisão da equipe e os espancamentos equivalem "à tortura" e ferem o direito internacional.
Protestos na Líbia
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou a agressão a três profissionais da rede britânica BBC, que estavam fazendo reportagens na Líbia.
De acordo com a emissora, os jornalistas foram espancados e sofreram humilhações durante mais de 20 horas de detenção, em Zawiya, no oeste do país.
Protestos
Em nota, Pillay afirmou que a violência cometida à equipe da BBC "equivale à tortura". Segundo o comunicado, os três jornalistas teriam sido espancados por integrantes do Exército e da polícia secreta líbia.
Para a alta comissária, o incidente é uma "grave violação do direito internacional".
Desde o início dos protestos contra o governo de Muammar Kadafi, milhares de pessoas podem ter morrido no país. O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções à Líbia. Já o Tribunal Penal Internacional responsabilizou Kadafi, alguns de seus filhos e membros do governo pela violência.
Navi Pillay encerrou a nota dizendo que os bombardeios aéreos contra civis devem ser investigados como possíveis crimes contra a humanidade. Ela afirmou que está preocupada também com relatos de assassinatos, prisões, estupros e desaparecimentos.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.