Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

ONU: ataque do EI pode ter deixado 60 mil desalojados na Síria

Um ataque do Estado Islâmico na cidade Síria de Hasaka pode ter desalojado 60 mil pessoas, informou o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria nesta sexta-feira, alertando que no total até 200 mil pessoas podem tentar fugir.

Sexta, 26 de Junho de 2015 às 06:51, por: CdB
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O Estado Islâmico informou na quinta-feira que tomou o distrito de al-Nashwa e áreas vizinhas de Hasaka
  Um ataque do Estado Islâmico na cidade Síria de Hasaka pode ter desalojado 60 mil pessoas, informou o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria nesta sexta-feira, alertando que no total até 200 mil pessoas podem tentar fugir. De acordo com a imprensa internacional, o ataque matou 145 civis na cidade de Kobani.  O Estado Islâmico iniciou um ataque em Hasaka, área controlada pelo governo, na quinta-feira, capturando pelo menos um distrito da cidade, que fica perto das fronteiras com Turquia e Iraque. Hasaka é dividida em zonas, administradas separadamente pelo governo do presidente Bashar al-Assad e uma administração curda. Militantes do Estado Islâmico também atacaram a cidade de Kobane, controlada pelos curdos, em sua ofensiva dupla na quinta-feira. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários na Síria informou que cerca de 50 mil pessoas foram desalojadas na cidade de Hasaka, enquanto 10 mil seguiram para a cidade de Amuda, próxima à fronteira com a Turquia. - Estima-se que 200 mil pessoas possam tentar fugir da cidade nas próximas horas para áreas no norte sob controle do governo, mais provavelmente para Amuda e Qamishli - de acordo com o relatório. Qamishli é uma cidade a cerca de 80 quilômetros de Hasaka, na fronteira com a Turquia. O Estado Islâmico informou na quinta-feira que tomou o distrito de al-Nashwa e áreas vizinhas de Hasaka. Massacre O partido que apoia a etnia curda na Turquia descreveu um ataque do Estado Islâmico na cidade de Kobane, do lado sírio da fronteira, como um massacre, e o atribuiu ao apoio do Estado turco aos militantes, comentários que vão acirrar as tensões em Ancara em meio a tentativas de formação de um governo. Combatentes do Estado Islâmico lançaram ataques simultâneos contra o governo sírio e a milícia curda durante a noite de quinta-feira, com pelo menos um carro-bomba detonado em uma área perto do cruzamento da fronteira com a Turquia. Representantes de um hospital disseram que pelo menos 15 pessoas morreram e 70 ficaram feridas. - O governo turco tem apoiado o Estado Islâmico há anos. O massacre desta quinta-feira é parte desse apoio - disse Figen Yuksekdag, co-líder do Partido Democrático dos Povos (HDP, na sigla local). O HDP, pró-curdo, entrou no Parlamento pela primeira fez após conseguir 10 %  dos votos nas eleições de 7 de junho. Seu sucesso ajudou a evitar que o partido governista AK, fundado pelo presidente Tayyip Erdogan, obtivesse uma maioria parlamentar pela primeira vez em mais de uma década. O AK agora precisa encontrar um parceiro para formar uma coalizão. Erdogan, que tem acusado o HDP de ligações com militantes curdos, furiosamente rejeitou as acusações, afirmando que o partido foi manipulado por “lobbies internacionais” e pelo governo do presidente da Síria, Bashar Assad.    
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