O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma autorização para o envio de uma força militar internacional ao Haiti, depois que o presidente Jean Bertrand Aristide deixou o país, no domingo.
Autoridades americanas disseram que parte de um contingente de centenas de fuzileiros navais já chegou ao Haiti.
O Canadá e a França também devem enviar soldados ao Haiti em breve.
A resolução discutida no Conselho de Segurança prevê a permanência das forças internacionais no Haiti por três meses.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse acreditar que esse prazo deveria ser estendido para que a ordem e a paz sejam restauradas no Haiti.
O novo presidente em exercício do Haiti, Boniface Alexandre, e o líder dos rebeldes, Guy Phillipe, disseram que as forças internacionais são bem-vindas.
A capital, Porto Príncipe, está sob toque de recolher.
Um correspondente da BBC na cidade disse que a situação está calma, depois de mais um dia de caos, violência e e saques nas ruas.
Aristide
O presidente do Panamá, Mireya Moscoso, disse que Jean-Bertand Aristide provavelmente está a caminho de algum país africano em busca de asilo político, depois de deixar o Haiti no domingo.
Moscoso disse que o Panamá concordou em conceder asilo político a Aristide, depois de um pedido feito pelo secretário de Estado norte-americano Colin Powell.
A Costa Rica também disse estar disposta a conceder asilo ao ex-presidente haitiano.
O ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, chegou na madrugada desta segunda-feira (por volta das 3h25 de Brasília) a Bangui, a capital da República Centro-Africana. Ele veio acompanhado de sua esposa e um pequeno séquito.
O presidente deposto permanecerá no país por vários dias. Depois deve partir para a África do Sul onde buscara asilo por convite do governo. No entanto, o Ministério de Assuntos Exteriores sul-africano não confirmou nem desmentiu a informação.
Aristide, que viajou em um avião civil de matrícula haitiana, renunciou a seu cargo neste domingo para "evitar um derramamento de sangue", segundo uma nota pessoal lida em Porto Príncipe, a capital do Haiti, poucas horas após sua partida.