Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2026

ONU alerta sobre crise humanitária entre palestinos

Sexta, 30 de Junho de 2006 às 08:38, por: CdB

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU lançou, nesta sexta-feira, um novo alerta sobre a crise humanitária e alimentícia que afeta a população palestina, como conseqüência da escalada de violência na Faixa de Gaza.

- Não podemos chegar e ajudar os palestinos que vivem na Faixa de Gaza, porque o cruzamento de Karni, que é o principal acesso à Faixa de Gaza, está fechado há vários dias, da mesma forma que outros pontos fronteiriços - denunciou o porta-voz desse organismo, Simon Pluess.

O porta-voz explicou que o PMA negocia com as autoridades de Israel para conseguir o acesso incondicional do pessoal e da ajuda humanitária a Gaza.

- Se não se garante o acesso a essa área, algo pelo que devemos lutar diariamente, não poderemos ajudar a população -  assinalou Pluess.

- As famílias esgotaram quase todas as suas reservas de comida, assim como suas estratégias de sobrevivência - ressaltou.

As restrições à circulação dos palestinos pioram a crise alimentícia, ressaltou o porta-voz, que citou o caso dos pescadores, que estão proibidos de sair ao mar desde quarta-feira passada, o que afeta as 35 mil pessoas que vivem diretamente da pesca.

Os agricultores enfrentam graves problemas para chegar aos campos de cultivo, o que está provocando a escassez de produtos alimentícios e o encarecimento daqueles que chegam ao mercado, explicou.

- A insegurança agrava a crise alimentícia porque as pessoas temem sair de suas casas e não podem comprar comida e, no caso dos mais pobres, não podem apanhar os restos de alimentos que sobram nos mercados -  acrescentou Pluess.

O porta-voz expressou a preocupação da ONU com os cortes de eletricidade que privam a população palestina de "produtos básicos, como alimentos frescos, pão e água", e que afetam os serviços de saúde.

O PMA calcula que durante este mês entregou ajuda a 600 mil palestinos, frente aos 480 mil beneficiados em maio. Isso, destacou o porta-voz, apesar de ter recebido apenas 32% dos fundos necessários para suas operações nos territórios ocupados.

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