Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

ONU alerta que prazo para novo tratado climático está acabando

Cerca de 180 países se reuniram nesta segunda-feira para discussões climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU), em meio a alertas de que está acabando o prazo para que eles cheguem a um acordo relativo ao complicado tratado a ser aprovado até o final do ano. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Agosto de 2009 às 08:00, por: CdB

Cerca de 180 países se reuniram nesta segunda-feira para discussões climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU), em meio a alertas de que está acabando o prazo para que eles cheguem a um acordo relativo ao complicado tratado a ser aprovado até o final do ano.

Entre 10 e 14 de agosto, cerca de 2.400 delegados presentes em Bonn tentarão reduzir o texto-base do pacto, delineando opções para o combate ao aquecimento global. Nos últimos meses, esse texto-base inchou de 50 para cerca de 200 páginas.

– O tempo está se esgotando – disse Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, num salão onde um relógio avisa que faltam 118 dias para a reunião ambiental de Copenhague, em dezembro.

– O desafio desta sessão é estreitar o texto – disse ele. – Temos um enorme terreno a cobrir – alertou.

A reunião de Bonn, a terceira neste ano na Alemanha, foi convocada porque havia poucos progressos a tão pouco tempo do prazo final. Ainda haverá rodadas de negociações em Bangcoc (de 28 de setembro a 9 de outubro) e Barcelona (2 a 6 de novembro).

O texto de 200 páginas apresenta, entre outras coisas, ideias para controlar emissões de gases do efeito estufa nos países em desenvolvimento, ajudar os países pobres a se adaptar às mudanças climáticas, proteger florestas e arrecadar bilhões de dólares para financiar esses projetos.

De Boer disse que um dos pontos mais importantes da pauta de Bonn será "como os países ricos vão demonstrar liderança para reduzir suas emissões".

Líderes do G8 (bloco de países industrializados) concordaram no mês passado na Itália em reduzir em 80 por cento suas emissões até 2050 e limitar o aquecimento global a, no máximo, 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Mas De Boer disse que o mundo "não caminha de forma alguma" para alcançar o limite de 2 graus Celsius.

Tags:
Edições digital e impressa