O documento final do encontro, que termina nesta quarta-feira, oferece apenas "migalhas para os pobres", segundo a Oxfam. Para o Greenpeace, "foi pior do que havíamos imaginado". O resultado de dez dias de encontro foi o pacto mundial para, até 2015, se reduzir pela metade o número de pessoas no planeta sem acesso à água e à infra-estrutura sanitária e também para se desenvolver fontes alternativas de energia. No entanto, a cúpula está sendo criticada por não especificar prazos e metas concretas. De acordo com a Oxfam, o acordo final foi "uma tragédia, um triunfo do egoísmo". Energia "A maioria dos líderes mundiais não teve a coragem e a vontade de buscar um acordo que poderia realmente combater os problemas da pobreza e da degradação ambiental", disse o porta-voz da Oxfam, Andrew Hewitt. A acusação é que os governos europeus recuaram em estabelecer objetivos concretos para o uso de fontes alternativas de energia, como a força do vento e a luz solar, sob a pressão dos Estados Unidos, Japão e muitos países em desenvolvimento. A proposta inicial da União Européia, barrada pelos americanos e por países produtores de petróleo, é que se fixasse em Johanesburgo que o uso mundial de fontes renováveis de energia deveria ser de 14% ou 15% em 2010. O documento final também não estabelece nenhum compromisso de prazos para os países desenvolvidos eliminem os subsídios internos para a agricultura. Um plano internacional para reverter a queda nos preços dos produtos agrícolas também não foi fixado. O aumento da ajuda financeira internacional a países pobres e o perdão de dívidas também não foram acordados.
ONGS criticam relatório final da Rio +10
O acordo alcançado na Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Rio+10, que ocorre em Johanesburgo, está sendo duramente criticado por ONGs internacionais.
Terça, 03 de Setembro de 2002 às 21:22, por: CdB