Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

ONG protesta pela morte de crianças vítimas de bala perdida

A organização não governamental (ONG) Rio de Paz colocou, nesta segunda-feira, uma cruz preta na areia da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. A intenção é protestar pela morte de crianças, vítimas de balas perdidas no Estado. Segundo a ONG, desde 2007, 13 crianças foram mortas por esse tipo de ocorrência.

Segunda, 19 de Janeiro de 2015 às 09:35, por: CdB

 

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A intenção é protestar pela morte de crianças, vítimas de balas perdidas no Estado
A organização não governamental (ONG) Rio de Paz colocou, nesta segunda-feira, uma cruz preta na areia da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. A intenção é protestar pela morte de crianças, vítimas de balas perdidas no Estado. Segundo a ONG, desde 2007, 13 crianças foram mortas por esse tipo de ocorrência. O caso mais recente foi a menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, atingida por um tiro na cabeça quando saía de um restaurante em Bangu, na Zona Oeste. “Não queremos procurar culpados. Estamos aqui para cobrar que as autoridades tomem providências e evitem novos casos de balas perdidas que vitimam crianças das periferias e das favelas”, disse João Luis Francisco da Silva, voluntário da Rio de Paz. O objetivo da ONG é manter a cruz na areia da praia até a próxima quarta-feira e estimular que pessoas deixem seus recados ou outras homenagens às vítimas. Em volta da cruz foram colocadas flores, brinquedos e livros infantis.

Família doa órgãos

Após a morte cerebral de Larissa de Carvalho, de 4 anos, a família resolveu doar os órgãos da menina. Larissa morreu após ser atingida por uma bala perdida na porta de um restaurante, em Bangu, Zona Oeste do Rio, no sábado. Segundo a coordenação do Programa Estadual de Transplantes, a cirurgia para retirada das córneas e dos rins, durou cerca de quatro horas. O destino dos órgãos não será divulgado, como é previsto na legislação. A menina chegou a ser socorrida no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. Ela teve morte cerebral neste domingo. De acordo com a polícia, a mãe da criança foi ouvida e o registro foi encaminhado para a Divisão de Homicídios da Capital. Em entrevista à GloboNews, a mãe de Larissa,  pediu pelo fim da "guerra" no Rio. - Nada vai fazer a minha filha voltar para mim. Mas alguém faz alguma coisa para acabar com a guerra, para acabar com a violência, só isso - pediu a mãe, muito abalada. "A gente estava indo embora. Eu nem vi nada, nem escutei barulho. A minha filha estava caída e a gente achou ela tinha tropeçado. Aí viu que tinha saído sangue da cabecinha dela. Ela tinha só quatro aninhos".    
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