A entidade internacional Human Rights Watch pediu nesta quinta-feira a Israel que investigue sete incidentes em que soldados israelenses teriam matado civis palestinos que agitavam bandeiras brancas, durante a guerra de janeiro na Faixa de Gaza.
Os ativistas disseram que outros governos deveriam pressionar pela realização de processos à luz do direito internacional, caso Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, não ajam por conta própria.
Em nota, a entidade de Nova York disse ter declarações e outras provas de que 11 pessoas desarmadas, inclusive cinco mulheres e quatro crianças, foram mortas enquanto agitavam bandeiras brancas, símbolo internacional do pedido de trégua.
"Essas baixas representam uma pequena fração dos civis palestinos feridos e mortos", disse a nota. "Mas elas sobressaem porque, em cada caso, as vítimas estavam paradas, andando ou em veículos que se deslocavam lentamente, junto com outros civis desarmados, e tentavam transmitir seu status de não-combatentes agitando uma bandeira branca."
"Todas as evidências disponíveis indicam que as forças israelenses estavam no controle das áreas em questão, que não havia combates no momento e que não havia forças palestinas escondidas entre os civis ou usando-os como escudos humanos."
Os militares israelenses disseram em nota que o relatório da Human Rights Watch "se baseou no testemunho de um número de palestinos cuja credibilidade não foi substanciada."
ONG pede que Israel apure mortes sob "bandeira branca"
Quinta, 13 de Agosto de 2009 às 07:48, por: CdB