Os jovens em centros de detenção do Rio de Janeiro são vítimas de atos de violência e condições de reclusão desumanas, segundo o grupo <i>Human Rights Watch</i> (HRW), que, em um relatório, denuncia a impunidade da qual gozam os autores de abusos.
A organização pede ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva que cumpra os compromissos sobre direitos da infância e especialmente que atenda as necessidades dos detidos, com a destinação de verbas que permitam ampliar a capacidade dos centros, investigar e punir os responsáveis por casos de abusos.
No documento, chamado "Verdadeiras masmorras: a detenção juvenil no estado do Rio de Janeiro", a organização defensora dos direitos humanos afirma que os rapazes não só vivem amontoados, mas são objeto de abusos verbais e físicos cometidos pelos guardas, algo que foi desmentido pelo diretor da Degase, a instituição responsável por esses centros, Sérgio Novo.
Jovens detidos deram detalhes dos maus-tratos a membros da organização, e alguns mostraram seqüelas dos golpes, que também foram confirmados por voluntários que trabalham em sua reabilitação.
A maioria das queixas por abusos, comuns em centros como Padre Severino, CAI-Baixada e Santo Expedito, nunca é investigada pela Degase (Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas). As sanções administrativas contra os agentes penitenciárias são raras e normalmente consistem em sua transferência a outro centro, afirma a organização.
Com aproximadamente 15 milhões de habitantes, o estado do Rio de Janeiro tem uma população maior que 13 países da América Latina.
Ong denuncia maus tratos em centros de detenção de jovens no RJ
Terça, 07 de Dezembro de 2004 às 06:19, por: CdB