A onda de calor que atingiu a Europa neste verão matou 4.175 idosos na Itália entre julho e agosto. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Saúde da Itália, Girolamo Sirchia.
Autoridades da saúde concluíram que o aumento de 14%, em relação ao mesmo período do ano passado, no número de mortos com mais de 65 anos foi provocado pela elevação da temperatura.
"Ninguém está procurando bodes expiatórios, mas toda essa pesquisa ajuda a evitar problemas no futuro", disse o ministro em uma entrevista coletiva.
O país mais atingido pelo calor foi a França, onde se acredita que morreram mais de 13,6 mil pessoas. A onda de calor também atingiu Espanha, Portugal e Holanda, que tiveram mais de mil mortes cada um.
A alta temperatura abateu a Itália no período de pico das férias de verão, quando muitos idosos ficam sozinhos nas grandes cidades. A temperatura ficou perto dos 40° C durante semanas.
Muitas farmácias e supermercados fecharam durante as férias e os serviços básicos foram interrompidos. A falta de ar condicionado nas casas italianas agravou o problema.
Algumas cidades como Turim e Gênova registraram um aumento de 40% em mortes durante a onda de calor.
Em Gênova, os padres passaram a permitir funerais aos domingos devido à demanda, e em muitas cidades funcionários de cemitérios tiveram de voltar antecipadamente das férias.
O calor e a seca também provocaram incêndios florestais na Itália e destruíram colheitas por todo o país.