Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Onda de boatos faz comércio fechar as portas no Rio

Uma onda de boatos semelhante àquela do arrastão na praia de Ipanema, de autoria do prefeito do Rio, Cesar Maia, às vésperas do segundo turno das eleições municipais de 92, tomou conta do Rio na manhã desta segunda-feira. Em estado de alerta, todo o efetivo policial do Rio [de 47.500 homens] foi mobilizado para segurança na cidade. A medida foi tomada após homens determinarem o fechamento do comércio em várias regiões da cidade. (Leia Mais)

Segunda, 30 de Setembro de 2002 às 16:17, por: CdB

Em estado de alerta, todo o efetivo policial do Rio [de 47.500 homens] foi mobilizado para segurança na cidade. A medida foi tomada após homens determinarem o fechamento do comércio em várias regiões da cidade. Nove pessoas foram detidas, sendo dois menores, acusadas de espalhar boatos para o fechamento do comércio. Segundo o delegado Zaqueu Teixeira, chefe da Polícia Civil, 10 mil policiais militares e outros 3.000 policiais civis estão nas ruas. Para a polícia, nenhum fato justifica o fechamento comercial. Lojas, bancos e escolas fecharam as portas no Rio, Niterói e São Gonçalo por determinação de supostos traficantes. Pela manhã, traficantes ordenaram o fechamento das lojas em Ipanema, Botafogo, Copacabana e Leme, na zona sul, Tijuca, Rio Comprido, Méier, Lins, Engenho Novo e Estácio, na zona norte, parte da região do morro da Providência, no centro, além de Niterói e São Gonçalo, região metropolitana. Ordem de Beira-Mar? Houve a hipótese de o toque de recolher ter sido imposto por causa das restrições ao grupo de Beira-Mar, transferido para o batalhão da PM após rebelião do dia 11 que destruiu Bangu 1. O secretário da Segurança, Roberto Aguiar, afirma que Beira-Mar não teria condições de articular o movimento porque está isolado. Para a governadora do Estado, Benedita da Silva (PT), candidata à reeleição, a ação de criminosos teve conotação política. "Alguém pode estar se aproveitando do fato de o tráfico, em determinadas ocasiões, determinar [o fechamento do comércio] e se aproveitar desse fato para disseminar o medo. Isso a gente não pode descartar", afirmou o delegado Zaqueu Teixeira, chefe da Polícia Civil do Rio. As pessoas detidas são investigadas. A polícia espera, a partir deles, chegar à origem dos "boatos".

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