O dólar encerrou os negócios desta segunda-feira em forte alta de 1,32% em relação ao fechamento de sexta-feira. A moeda norte-americana terminou cotada a R$ 3,068 para compra e R$ 3,07 para venda, a maior cotação desde 16 de abril. A Bovespa caiu 1,45%, aos 12.938 pontos, pior patamar desde o dia 26 de maio. O risco Brasil fechou encostado no patamar de 900 pontos pela primeira vez desde abril, com alta de 8,59%.
Foi a segunda sessão consecutiva de forte nervosismo no mercado, que alimenta uma crescente preocupação quanto à aprovação das reformas do governo e o acirramento de movimentos sociais no Brasil. O pessimismo do mercado aumentou depois que o banco de investimentos Merrill Lynch reduziu a recomendação de investimentos em títulos da dívida externa brasileira.
Para piorar a situação, surgiram rumores de que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deixaria o cargo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu tempo e desmentiu os boatos por meio da assessoria.
O dia nos mercados
Dólar - Depois de bater em R$ 3,11, a moeda norte-americana diminuiu a alta. Na mínima, a divisa foi cotada a R$ 3,057. O movimento do câmbio no Brasil chegou a prejudicar o desempenho de outras moedas latino americanas, como o peso mexicano e chileno.
Bovespa - Em apenas dois pregões de agosto, a bolsa anulou os ganhos acumulados em todo o mês de julho. O volume financeiro na Bovespa foi de R$ 638,9 milhões - acima da média diária de julho, de R$ 572,54 milhões.
Risco Brasil e C-Bond - O índice EMBI+ do banco JP Morgan, que mede o prêmio de risco Brasil em relação aos títulos do Tesouro norte-americano, teve alta de 8,59%, a 897 pontos. Os principais títulos da dívida externa brasileira despencaram 2,13% e foram negociados a 83,25% do valor de face.
Petróleo - O barril do tipo Brent para entrega em setembro foi negociado a US$ 29,53 na Bolsa Internacional de Petróleo de Londres, com queda de 1,53%. Vendido a US$ 31,84 na Bolsa de Mercadorias de Nova York, o barril tipo WTI para entrega no mesmo mês registrou desvalorização de 1,45%.
Wall Street - O Dow Jones terminou em leve alta de 0,35%, para 9.186 pontos e o termômetro tecnológio Nasdaq mostrou fraqueza (variação negativa de 0,09%, aos 1.714 pontos), enquanto investidores ainda aguardam sinais mais claros de uma esperada recuperação econômica.
Europa - As principais bolsas fecharam em baixa, pressionadas por ações de bancos como o Deutsche Bank. Entre elas, Londres fechou praticamente estável, com variação positiva de 0,04%, a 4.100 pontos; Frankfurt caiu 0,98%, para 3.405 pontos e Paris registrou perdas de 0,87%, aos 3.142 pontos.
Ásia - Acompanhando a tendência negativa de Wall Street e reagindo a dados pouco otimistas da economia norte-americana, a maioria dos mercados registrou perdas. Entre as principais bolsas, Tóquio cedeu 1,65%, para 9.452 pontos; Cingapura desvalorizou-se 1,27%, para 1.537 pontos e Hong Kong desvalorizou-se 1,27%, para 1.537 pontos.