A rotina dos moradores da Região Metropolitana do Rio mudou completamente por causa da sensação de insegurança provocada pela onda de ataques. Escolas públicas e particulares, comércios e postos de saúde foram fechados; trabalhadores, liberados mais cedo; e até ensaios de tradicionais escolas de samba, cancelados. Nas ruas, o comportamento assustado da população refletia o medo. Em Duque de Caxias, um princípio de arrastão levou pânico ao Centro do município no início da tarde. Bandidos em dois carros escuros fizeram disparos na direção do Teatro Raul Cortez, na Praça do Pacificador, e de um supermercado que fica próximo. Aos gritos, os criminosos ordenavam o fechamento das lojas e ameaçavam fazer arrastão. Houve confusão e correria, e o comércio fechou rapidamente. A polícia foi chamada e, ainda de acordo com as testemunhas, perseguiu os criminosos. Na fuga, houve troca de tiros, mas os bandidos escaparam. Também à tarde, enquanto comboio da Polícia Militar passava pela Avenida Presidente Vargas, alguns pedestres chegaram a correr e a procurar abrigo, já prevendo possível enfrentamento. A violência refletiu na frequência escolar. Segundo a Secretaria de Educação do Rio, escolas da rede registram muitas faltas. Ao todo, 47 unidades de ensino e 10 creches em áreas de risco não funcionaram, o que prejudicou 17.772 alunos. Na rede estadual, 18 colégios foram fechados, assim como cinco postos de atendimento médico da Secretaria Municipal de Saúde. A unidade da Universidade Gama Filho, na Piedade, fechou as portas. Escolas particulares da Zona Norte também dispensaram alunos mais cedo. Comerciantes e funcionários administrativos de empresas foram liberados antes do fim do expediente. No meio da tarde, motoqueiros ordenaram que comerciantes de bairros como Méier, Irajá e Vista Alegre fechassem as portas. As escolas de samba Salgueiro, Vila Isabel e Portela, que realizariam ensaios ontem, cancelaram as programações. Os tiroteios na Favela do Jacarezinho fizeram com que os trens do ramal de Belford Roxo circulassem com intervalos irregulares.
Apavorados pelos ataques, moradores mudam rotina
A rotina dos moradores da Região Metropolitana do Rio mudou completamente por causa da sensação de insegurança provocada pela onda de ataques. Escolas públicas e particulares, comércios e postos de saúde foram fechados; trabalhadores, liberados mais cedo; e até ensaios de tradicionais escolas de samba, cancelados.
Quinta, 25 de Novembro de 2010 às 13:00, por: CdB