Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

OMS vê risco químico na saúde dos países pobres

Quinta, 14 de Maio de 2009 às 10:25, por: CdB

O crescente uso de substâncias químicas ligado ao desenvolvimento econômico dos países pobres ameaça sobrecarregar ainda mais os seus sistemas de saúde e seus profissionais da área médica, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

– O setor de saúde enfrenta papéis e responsabilidades adicionais devido à produção e uso ampliados de produtos químicos nos países em desenvolvimento e nos países em transição econômica –, disse a OMS em um documento apresentado a uma conferência sobre o gerenciamento de substâncias químicas.

– Isso inclui necessidades aumentadas nas avaliações de riscos... e no trato do impacto dos incidentes químicos sobre a saúde humana –, disse o relatório.

A segunda Conferência Internacional sobre o Gerenciamento de Produtos Químicos  ocorre como preparativo para a Assembleia Mundial da Saúde, um evento anual da OMS que reúne ministros e profissionais do setor para discutir questões globais e regionais de saúde.

O documento da OMS diz que a introdução de novas substâncias em uma sociedade exige que o setor de saúde amplie seus papéis e responsabilidades tradicionais.

O texto destaca vários incidentes, como um surto de intoxicação por brometo de sódio em março de 2008 em Angola, que afetou 467 pessoas, a morte de 18 crianças senegalesas em fevereiro deste ano por causa da contaminação por chumbo de baterias recicláveis em Dacar, e 85 mil consultas de saúde relativas ao despejo de lixo tóxico em 2006 na Costa do Marfim.

– Acredita-se que tais fatos representem apenas a ponta do iceberg –, disse a OMS.

Um relatório publicado no boletim de dezembro de 2005 da entidade listava 35 "incidentes químicos agudos de potencial preocupação internacional" em 26 países, ocorridos entre agosto de 2002 e dezembro de 2003.

– A falta de dados globais sobre a ocorrência de incidentes químicos de potencial preocupação internacional dificulta o planejamento para grandes incidentes –, disse o relatório.

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