A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu seu alerta de viagem para quatro regiões da China, mas o manteve para a capital, Pequim. O país foi o mais afetado pela epidemia da penumonia atípica conhecida como Sars (sigla em inglês de Síndrome Respiratória Aguda Grave). A doença já matou aproximadamente 800 pessoas ao redor do mundo, mas parece estar perdendo a força. As regiões de Hebei, Mongolia Interior, Shanxi e Tianjin agora são consideradas seguras para vistantes. Sem ameaças De acordo com a organização, o declínio da Sars em certas regiões da China faz com que não haja mais ameaças sérias aos visitantes. Não houve novos casos da doença nessas regiões em mais de 20 dias, ou seja, o dobro do tempo de incubação do vírus. A OMS ainda recomenda que as pessoas evitem viajar para Toronto, no Canadá, para Hong Kong e para Taiwan, além de Pequim. Nesta sexta-feira, Taiwan registrou seis novos casos e uma morte, fazendo a contagem de vítimas fatais atingir 82 na ilha. Bob Deets, porta-voz da OMS em Pequim, disse que os números da Sars na China estão regredindo, mas que as pessoas não poderia baixar a guarda agora, que seria prematuro. Deets elogiou o país por ter adotado duras medidas de combate à epidemia. - Assim que percebeu que tinha um problema, a China mobilizou o interior do país. A Sars não foi controlada com medicação ainda. Em vez de ter lidado com ela de maneira médica, a China o fez de forma social - disse. - No interior e nas cidades e vilarejos há clínicas e pontos de checagem que tornam muito difícil para as pessoas evitarem a detecção. Esperança Cientistas alemães dizem ter descoberto que a droga Glycyrrhizin reduz significativamente a habilidade do vírus de se multiplicar. Num artigo para revista médica britânica The Lancet, cientistas da Escola Médica de Frankfurt dizem que os testes mostram que a droga é eficaz. - Já que os efeitos colaterais desse remédio são conhecidos e podem ser controlados, um monitoramento próprio poderia levar ao uso da droga para o tratamento da Sars - diz o artigo. Um correspodente disse que, pelo fato de a droga já ser liberada para uso, não serão necessários novos testes de segurança. Entretanto, precisará ser demonstrado que ela age nas pessoas da mesma maneira que nos laboratórios.
OMS suspende alerta para regiões da China, mas mantém veto a Pequim
Sexta, 13 de Junho de 2003 às 12:49, por: CdB