Um encontro inédito, em Lisboa, vai reunir, a partir da próxima segunda-feira, um grupo de jornalistas vindos dos países africanos de língua portuguesa, do Brasil e jornalistas locais. A promoção tem por origem o Programa Africano de Vacina contra a Sida, da Organização Mundial da Saúde, com apoio da Iniciativa Internacional de Vacina contra a Sida (IAVI), e o objetivo é formar comunicadores especializados em matéria de noticiários sobre a doença, a fim de desfazer preconceitos, desmistificar superstições, ajudar na prevenção e informar quanto à possibilidade de uma vacina. O encontro acontece entre os dias 27 e 29 deste mês.
A abertura do seminário caberá ao moçambicano, dr. Pascoal Mocumbi, ex-primeiro-ministro e ex-ministro da Saúde de seu país, atualmente um dos diretores do EDCTP, parceria clínica européia pela aplicação de uma política terapêutica adaptada às populações pobres. A direção do encontro é do dr. Saladin Osmanov, coordenador da Iniciativa OMS/ONUSIDA por uma vacina contra o VIH, e da dra. Coumba Touré, técnica do mesmo setor. Participará também o cientista brasileiro Luís Brigido, do Instituto Adolfo Lutz.
Entre os jornalistas brasileiros, estarão Roseli Tardeli, responsável pela Agência de Notícias da Aids; Liandro Lindner, coordenador de diversos seminários sobre Aids; e Ana Lúcia Caldas de Oliveira, chefe de redação na Radiobrás.
De Joaneburgo, vem Mercedes Sayagues, da Rede de Informação Integrada (IRIN), agência de notícias africana especializada no combate às doenças. O Ministério português da Saúde será representado pela portavoz da Coordenação contra a Sida, Beatriz Casais.
Objetivos
Os países da África de língua portuguesa são os mais afetados pela progressão da Sida. Uma das maneiras encontradas de combater a progressão dessa pandemia vem com o apoio da mídia. Com esse objetivo, o Programa africano de Vacina contra a Sida (AAVP) decidiu promover encontros com jornalistas africanos para orientá-los quanto aos aspectos mais importantes nos noticiários sobre prevenção, contaminação e superstições sem fundamento sobre o virus da Sida.
Dois seminários já foram realizados : o primeiro em Naivasha, no Quênia, para jornalistas de língua inglesa, e o segundo, em Dakar, Senegal, para os jornalistas de língua francesa.
Este encontro reúne jornalistas lusófonos do Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe. Dada a importância e influência da imprensa e televisão portuguesas e brasileiras nos países africanos, assim como os danos da doença no Brasil, participam também do seminário, jornalistas portugueses e brasileiros.
Os participantes receberão uma formação rápida para ajudar as populações rurais e urbanas na proteção contra a Sida e se tornarão, automaticamente, pontos de contatos e comunicadores nas próximas campanhas contra a doença.
Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026
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