Devido ao surto de zika, organização faz série de recomendações para Rio 2016. OMS aconselha ainda visitantes dos Jogos Olímpicos a não frequentar regiões carentes, usar repelente e camisinha
Por Redação, com agências internacionais - de Londres/Brasília:
Em um comunicado com recomendações para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu que grávidas evitem ir ao Brasil devido ao surto do vírus zika.
A OMS aconselhou ainda visitantes da cidade a não frequentar regiões urbanas carentes e superlotadas, para diminuir a chance de infecção com o vírus zika, que é transmitido, principalmente, pelo mosquito Aedes aegypti, e escolher acomodações com ar condicionado.
A organização afirma ainda que os atletas e visitantes devem consultar um profissional de saúde antes de viajar, usar repelentes de insetos e roupas que cubram o máximo possível do corpo, além de praticar sexo seguro ou se abster durante sua estadia e por pelo menos quatro semanas após o retorno.
Mais de 91,3 mil casos prováveis de zika foram registrados no Brasil entre fevereiro e o início de abril. O país é o mais afetado pelo surto do vírus que se espalhou pela América Latina. Recentemente, autoridades de saúde dos Estados Unidos comprovaram a associação entre a contaminação pelo zika e os casos de microcefalia.
Microcefalia
O Ministério da Saúde informou na última que foram confirmados, em todo o país, 1.326 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Os dados foram coletados até 7 de maio. Desde o início das investigações, em outubro de 2015, foram notificados 7.438 casos suspeitos, 2.679 foram descartados e 3.433 permanecem em investigação. O balanço anterior, feito até o dia 30 de abril, apontava 1.271 casos confirmados.
De acordo com a pasta, os 1.326 casos confirmados foram registrados em 484 municípios de 25 unidades da Federação. Até o momento, apenas no Acre e em Santa Catarina não há confirmação de casos. O Nordeste continua liderando o número de casos confirmados (1.190). Há ainda 2.419 casos em investigação na região. Do total, 205 casos tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus zika. O Ministério da Saúde disponibiliza no site a distribuição dos casos notificados de microcefalia por região.
– O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia – informou o comunicado.
Foram registrados ainda, segundo o boletim, 262 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) em todo o país. Desses, 56 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central, 32 foram descartados e 174 continuam em investigação.
– O Ministério da Saúde ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral, destaca o texto.
A pasta orienta mulheres grávidas a adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti no meio em que vive, como a eliminação de criadouros, além de se protegerem da exposição de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usando calça e camisa de manga comprida e utilizando repelentes permitidos para a gestação.