Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

OMS: Quase 500 mil pessoas já foram evacuadas no Japão

Quarta, 16 de Março de 2011 às 11:05, por: CdB

Segundo agência da ONU, população sofre com as temperaturas extremas e neve, que agravam a situação dos deslocados por conta do terromoto, tsunami e crises nas estações nucleares do país asiático.

Mais de 23 mil sem abrigo

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou nesta quarta-feira que quase meio milhão de pessoas já foram evacuadas no Japão desde o terremoto seguido de um tsunami, na última sexta.

A agência da ONU destaca que a crise nas estações nucleares na região nordeste do país também contribuiu para o número de deslocados. Mais de 23 mil pessoas ainda buscam abrigo. A OMS lembra que as temperaturas extremas e a neve que caiu nesta quarta levaram ainda mais miséria aos sobreviventes.

Mortes

Segundo a OMS, até o momento foram registradas mais de 3,5 mil mortes, 2 mil feridos e 7,6 mil pessoas continuam desaparecidas.

Os números são baseados em dados oficiais do governo, mas a agência lembra que o total deve aumentar e cita que alguns meios de comunicação já falam em 15 mil mortes.

Trinta e três hospitais especializados em desastres operam nas cidades de Miyagi, Fukushima e Iwate e outros 120 continuam funcionando em Tóquio, capital do país.

Hospitais

Citando agências de notícias, a OMS diz que muitos hospitais tem energia escassa e falta de medicamentos.

Mais de 860 mil linhas de telefone continuam cortadas no Japão. Cerca de 600 mil casas permanecem sem energia desde o terremoto de 8,9 graus na escala Ritcher.

Aiea

A OMS destaca ainda que diversos ministérios japoneses pediram a companhias privadas que distribuam comida e água engarrafada aos sobreviventes.

Dez reatores de energia nuclear estão desligados, nas usinas de Onagawa, Fukushima Daiichi e Fukushima Daini. Nesta quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano, anunciou que deverá viajar ao Japão o mais rápido possível para acompanhar de perto a situação.

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