Uma esquipe de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS)inspecionou neste sábado o restaurante onde trabalha a garçonete que aparentemente também contraiu a Síndrome Aguda Respiratória Severea, conhecida como sars. Há poucos dias, a China voltou a registrar o primeiro caso da doença dos últimos seis meses.
Segundo o porta-voz da OMS, Roy Wadia, o restaurante, localizado na cidade de Guangzhou, servia "alguns pratos exóticos de origem animal, incluindo as civetas (o gato selvagem suspeito de transmitir o vírus da doença aos seres humanos)".
A equipe da organização vistoriou mesas e a cozinha do prédio de dois andares onde funciona o restaurante, mas não conseguiu determinar como a garçonete, uma moça de 20 anos, teria contraído a doença. Os médicos levaram amostras da comida servida no local. A garçonete apresenta uma quadro estável.
O temor sobre a volta da epidemia de Sars na China reapareceu na segunda-feira passada, quando autoridades chinesas confirmaram que um produtor de programas de TV de 32 anos estava com sintomas da doença. Foi o primeiro caso desde julho de 2003, quando a China anunciou que a epidemia estava controlada.
A sars - que apareceu pela primeira vez no sul da China (na mesma região de Guangdong onde fica a cidade Guangzhou) - infectou cerca de 8 mil pessoas ao redor do mundo, matando cerca de 800. Do total de mortes, 350 aproximadamente ocorreram na Chima.
Neste sábado, terminou o prazo estabelecido pelo governo local para, que todas as civetas da região fossem sacrificadas e seus restos, incinerados. Quem violar a determinação oficial e comercializar o animal receberá uma multa equivalente a US$ 12 mil. Na sexta-feira, autoridade fizeram a maior apreensão dos gatos selvagens. Um comerciante de Guangzhou teve de entregar 1.253 civetas congeladas, de acordo com um jornal local.