Carregamento inclui kits para cirurgia e trauma para serem usados por hospitais; agências infomam que violência política pode ter causado milhares de mortos e feridos.
Civis deixam a Líbia
A Organização Mundial da Saúde, OMS, enviou dois caminhões com medicamentos para a cidade de Benghazi, no leste da Líbia.
O carregamento, que deve chegar neste sábado, inclui kits para cirurgia e trauma e será entregue a hospitais locais. Os suprimentos foram doados pelos governos da Itália e da Noruega.
Doenças
A OMS também abriu um centro de operações perto da fronteira da Líbia com a Tunísia para atender agentes humanitários da área de saúde.
Segundo agências de notícias, a violência política surgida após os protestos contra o líder líbio, Muammar Kadafi, já pode ter causado milhares de mortos e feridos.
A agência da ONU teme que a falta de água potável e um sistema precário de saneamento básico leve a infecções. Um outro problema é a suspensão de vacinação de crianças. A maioria dos trabalhadores de saúde na Líbia era composta de estrangeiros, e muitos deixaram o país para fugir da violência.
Missão
O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, presidiu uma teleconferência com várias agências e fundos da organização para discutir a situação humanitária na Líbia. Uma missão da ONU já está em Benghazi para avaliar a resposta necessária.
O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, informou que menos de 2 mil pessoas fugiram para a fronteira com a Tunísia nesta quinta-feira. Na semana passada, a média era de 10 mil pessoas por dia. Segundo os refugiados, a fronteira está fortemente armada, e muitas pessoas tiveram seus celulares, câmeras e dinheiro confiscados no caminho.
De acordo com o Acnur, 12,500 pessoas ainda precisam ser evacuadas da Tunísia; deste total, 10 mil são bengaleses. Cerca de 30 mil chineses já voltaram à casa.
O Programa Mundial de Alimentos, PMA, despachou 80 toneladas de biscoito vitaminados, além de mil toneladas de farinha de trigo para a área da fronteira com a Tunísia.