Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

OMS diz que transmissão sexual de zika é mais comum

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a transmissão sexual do vírus zika é mais comum do que o imaginado

Quarta, 09 de Março de 2016 às 08:48, por: CdB

 

Casos desse tipo de transmissão são relatados em vários países. Pela primeira vez, organização aconselha grávidas a não viajar para regiões afetadas pelo surto, devido a evidências de ligação entre zika e microcefalia

  Por Redação, com DW - de Londres:   A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou  que a transmissão sexual do vírus zika é mais comum do que o imaginado e aconselhou mulheres grávidas a não viajar para áreas com surtos da doença devido aos possíveis riscos de defeitos congênitos. Depois de uma reunião de emergência, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que relatórios e investigações em diversos países sugerem que a transmissão sexual do zika é relativamente comum. Os Estados Unidos analisam mais de uma dúzia de casos de pessoas que podem ter sido infectadas através de relações sexuais.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a transmissão sexual do vírus zika é mais comum do que o imaginado
O diretor de emergências da OMS, Bruce Aylward, contou que os casos de transmissão sexual reportados até agora foram de homens para mulheres. "O mosquito continua sem dúvida sendo o principal transmissor da doença", ressaltou. A organização alertou ainda que aumentaram as evidências de que o zika pode causar microcefalia. "Claramente a infecção durante a gravidez irá produzir resultados bem ruins. É importante recomendarmos medidas de saúde pública fortes e não esperar até que tenhamos provas definitivas", disse Chan.

Microcefalia

O zika está sendo relacionado ao aumento do número de casos de malformação no Brasil e se espalhou rapidamente pela América Latina, o que levou a Organização Mundial da Saúde a decretar emergência de saúde pública global. A OMS, no entanto, ressaltou que é importante continuar os estudos para provar cientificamente essa ligação, mas aconselhou grávidas a não viajar para áreas com surtos do vírus e usar camisinha. – Grávidas cujos parceiros sexuais moram ou viajam para áreas com surtos de zika devem garantir práticas sexuais seguras ou se abster de sexo durante a gravidez – informou a OMS em comunicado. Anteriormente a agência de saúde da ONU aconselhou grávidas a considerarem o adiamento de viagens que não sejam essenciais para áreas com transmissão do vírus, que está se espalhando pelo Brasil e América Latina. Vários estudos já apontaram indícios de relação entre o zika e a microcefalia, mas ainda faltam pesquisas para essa ligação seja confirmada realmente. Desde o início do surto, em outubro de 2015, o Brasil já confirmou mais de 640 casos da malformação e considera que a maioria deles está relacionada à infecção pelo vírus durante a gravidez. Mais de 4,2 mil casos de microcefalia estão sendo investigados no país. Chan também informou que nove países reportaram o aumento no número de casos da síndrome de Guillain-Barré, uma reação autoimune do corpo que ataca parte do sistema nervoso, causando fraqueza muscular e paralisia. A diretora-geral disse que essa doença pode estar relacionada ao zika. A OMS disse ainda que o surto está se espalhando pela América Latina e Caribe e anunciou que 31 países já reportaram casos de transmissão interna da doença.
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