A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou neste sábado 3.340 casos de gripe suína no mundo – quase mil a mais do que o registrado na véspera. A doença já está presente em 29 países – incluindo o Brasil, com seis casos. Até o momento, o México confirmou 1.364 pessoas infectadas e 45 mortes e os Estados Unidos, 1.634 casos e duas mortes. O Canadá confirmou ontem a primeira morte provocada pelo vírus H1N1 além de 242 casos.
Os outros países que registram pessoas afetadas pela doença mas sem nenhuma morte são: Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), China (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (12), Alemanha (11), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (7), Itália (6), Japão (3), Holanda (3), Nova Zelândia (5), Panamá (2), Polônia (1), Portugal (1), Coréia (3), Espanha (88), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (34).
Infecção
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que o número de casos confirmados da gripe H1N1 no Brasil subiu de quatro para seis e informou que um paciente do Rio de Janeiro foi o primeiro a contrair a doença sem ter deixado o país. O outro caso adicional foi registrado em Santa Catarina, cuja Secretaria Estadual da Saúde confirmou o resultado positivo nos exames de em uma criança de 7 anos que esteve nos Estados Unidos de férias.
Já o caso carioca, o segundo no Estado, é de um amigo de um paciente cujo resultado positivo foi divulgado na quinta-feira, o que indica que houve transmissão da gripe H1N1 de pessoa para pessoa em território brasileiro, algo inédito até então no país.
– Com a confirmação desse caso, se caracteriza a transmissão do vírus no país. No entanto, é uma transmissão limitada – declarou a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no Rio.
Falso positivo
A Secretaria da Saúde da Bahia informou, em informe distribuído pela manhã, que os exames de duas pessoas suspeitas de terem contraído a gripe H1N1 deram negativo. Os exames haviam sido enviados para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Um homem que havia chegado da Califórnia, Estados Unidos, no início da última semana, e sua filha pequena apresentaram um quadro de febre alta e tosse. Os dois foram internados no hospital particular Aliança, mas já estão em casa, segundo informou a assessoria da secretaria.
Por enquanto, apenas um caso ainda está sendo monitorado no estado: o de uma senhora que ficou sete dias em Cancún, México, e desembarcou no país no dia 29 de abril com febre alta e tosse. Ela foi internada no Hospital Espanhol, particular, mas também já foi liberada. O resultado do exame da mulher é aguardado para o início da próxima semana.
A Secretaria da Saúde montou um esquema, em colaboração com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para monitorar casos suspeitos da gripe H1N1. Os pacientes que apresentarem os sintomas serão encaminhados preferencialmente ao hospital público Octávio Mangabeira.