Quarta, 17 de Fevereiro de 2016 às 10:27, por: CdB
A OMS espera que o dinheiro venha de seus países-membros e de outros doadores, e afirmou que, nesse meio-tempo, recorreu a um novo fundo emergencial de contingência de US$ 2 milhões para financiar suas operações iniciais
Por Redação, com Reuters - de Genebra:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira que são necessários US$ 56 milhões para combater o zika vírus até junho, entre outras coisas para acelerar a produção de vacinas, diagnósticos e pesquisas sobre como a doença se dissemina.
As verbas, incluindo US$ 25 milhões para a OMS e seu escritório regional, também serão usados para controlar o vírus, que é transmitido pelo Aedes aegypti e que já se alastrou em 39 países, sendo 34 nas Américas, e que no Brasil foi ligado à microcefalia, uma má-formação cerebral em recém-nascidos.
Pesquisadora da Unicamp trabalha com células do mosquito Aedes em laboratório da universidade
– Possível relação com complicações neurológicas e má-formações de nascença aumentaram rapidamente o perfil de risco do zika, que foi de uma ameaça menor a uma de proporções muito sérias – disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante o lançamento do Quadro de Reação Estratégica e Plano de Operações Conjuntas da entidade em Genebra.
A OMS espera que o dinheiro venha de seus países-membros e de outros doadores, e afirmou que, nesse meio-tempo, recorreu a um novo fundo emergencial de contingência de US$ 2 milhões para financiar suas operações iniciais.
Margaret virá ao Brasil entre 22 e 24 de fevereiro para analisar as medidas relacionadas ao zika apoiadas pela OMS e se reunirá com o ministro da Saúde, segundo a porta-voz da organização.
A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o surto de zika uma emergência de saúde pública mundial no dia 1º de fevereiro, ressaltando sua associação com a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré, que pode causar paralisia.
No ano passado, o Brasil estabeleceu a relação entre o zika e casos de microcefalia em bebês registrados na Região Nordeste, mas o vínculo ainda está sob investigação.
A OMS observou ainda que "os indícios escassos existentes indicam que pode haver um risco de transmissão sexual" do zika vírus, assim como um risco de que ele permaneça no sêmen e na urina.
– Atualmente há muito poucos indícios de transmissão da mãe para o filho, entretanto, infecções intra-uterinas parecem estar associadas a problemas neurológicos subsequentes na criança.
Ainda são necessários estudos para se avaliar a presença do zika vírus no sêmen e em outros fluidos corporais, incluindo aqueles relacionados à gravidez, na transmissão sexual em potencial e na transmissão da mãe para o filho, disse a OMS.
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