O último ressurgimento de ebola fez aumentar para 3.590 o número de mortos em Serra Leoa, durante uma "epidemia que devastou famílias e comunidades em todo o país"
Por Redação, com ABr - de Freetown/Washington:
O ressurgimento recente de ebola em Serra Leoa terminou, anunciou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o fato "um novo marco no esforço do país para derrotar" a doença.
Em nota, a OMS diz que se completam 42 dias, ou seja dois ciclos de incubação do vírus, desde que o último doente confirmado no país teve o segundo resultado negativo.
A epidemia de ebola na África Ocidental afetou 28.637 pessoas e matou 11.315 delas
O último ressurgimento de ebola fez aumentar para 3.590 o número de mortos em Serra Leoa, durante uma "epidemia que devastou famílias e comunidades em todo o país", acrescenta a OMS.
No comunicado, a organização diz que o fim do ressurgimento é "um novo marco no esforço do país para derrotar o ebola". Ela elogia o governo, os parceiros e o povo de Serra Leoa pela resposta rápida ao novo surto.
No entanto, a organização avisa que Serra Leoa, assim como a Libéria e a Guiné-Conacri, ainda estão em risco de novos ressurgimentos, sobretudo devido à persistência do vírus em alguns sobreviventes.
– É preciso manter uma vigilância forte e uma capacidade de resposta de emergência, assim como rigorosas práticas de higiene em casa e nos serviços de saúde e uma participação comunitária ativa – afirma a nota. A OMS pede cuidados de saúde, de rastreamento e orientações à população.
Serra Leoa foi inicialmente considerada livre da transmissão de ebola no dia 7 de novembro, a Guiné-Conacri em 29 de dezembro e a Libéria em 14 de janeiro.
A epidemia de ebola na África Ocidental afetou 28.637 pessoas e matou 11.315 delas.
Iniciada em dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, a epidemia propagou-se depois aos vizinhos Libéria e Serra Leoa, três países que concentraram 99% dos casos, bem como à Nigéria e ao Mali.
Vacina contra dengue
Pesquisadores norte-americanos desenvolveram a primeira vacina experimental que poderá proteger a população contra a dengue, uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Os resultados do ensaio clínico, feito com 41 voluntários com saúde, dos quais 21 receberam uma única dose da vacina e os demais um placebo, são muito promissores para prevenir a infecção com o vírus da dengue, da mesma família do zika, também transmitido por picada de mosquito.
A pesquisa, a cargo de pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, foi divulgada nesta quinta-feira pela revista médica Science Translational Medicine. A dengue infecta por ano cerca de 400 milhões de pessoas em mais de 120 países.
– Sabendo o que sabemos sobre esta nova vacina, estamos confiantes de que possa funcionar bem – disse Anna Durbin, professora adjunta da Universidade de Saúde Pública Johns Hopkins, que liderou o estudo.
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