O mundo está à beira de uma epidemia de diabetes devastadora, advertiu nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença já mata mais que a Aids, e os números não param de aumentar.
Segundo a OMS e a Fundação Internacional da Diabete, hoje há cerca de 171 milhões de doentes, e essa incidência deve subir para 366 milhões até 2030. Embora seja encarada como uma doença de países ricos, é nas nações mais pobres que a diabete está avançando. Nessas regiões, estima-se que a doença cresça 150% nos próximos 25 anos. Na Índia, por exemplo, o número de vítimas saltaria de 32 milhões para 80 milhões.
Enquanto nos países ricos a diabete atinge principalmente os idosos, nas regiões mais pobres a doença está afetando pessoas economicamente ativas, disseram as duas organizações.
- O número está aumentando drasticamente e pode sobrecarregar os sistemas de saúde desses países - afirmou Robert Beaglehole, diretor da OMS para doenças crônicas, numa entrevista coletiva.
A diabete costuma ser associada à obesidade, e a OMS já fez alertas sobre seu crescimento tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. A OMS e a fundação disseram que vão lançar uma campanha por uma maior conscientização. A diabete pode ser prevenida por bons hábitos nutricionais e de atividade física.
A diabete matou indiretamente cerca de 3,2 milhões de pessoas em 2000, o ano mais recente com dados disponíveis. Elas foram vítimas de doenças cardíacas e renais causadas pela diabete. A Aids matou 3 milhões no mesmo ano.