Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

OMS adverte que Aids é ameaça real para humanidade

O mundo não está pronto para arcar com o impacto econômico e social da Aids, doença que já matou mais de 20 milhões de pessoas nos últimos 25 anos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira. Segundo a agência da ONU, a menos que a comunidade internacional se una para derrotá-la, a Aids destruirá qualquer esperança de uma vida melhor para dezenas de milhões de pessoas que vivem em condições miseráveis em todo o globo. (Leia Mais)

Terça, 11 de Maio de 2004 às 07:14, por: CdB

O mundo não está pronto para arcar com o impacto econômico e social da Aids, doença que já matou mais de 20 milhões de pessoas nos últimos 25 anos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.

Segundo a agência da ONU, a menos que a comunidade internacional se una para derrotá-la, a Aids destruirá qualquer esperança de uma vida melhor para dezenas de milhões de pessoas que vivem em condições miseráveis em todo o globo.

O mundo "não está nem um pouco preparado para o que está por vir": consequências sociais e econômicas catastróficas para muitas comunidades e países caso a epidemia continue a avançar, disse a OMS em seu relatório anual.

"Apesar de ter se transformado em um inimigo familiar nos últimos 20 anos, a Aids apenas agora está começando a ser vista como é na realidade: uma ameaça única à sociedade humana cujo impacto será sentido por várias gerações futuras", afirmou a entidade.

Segundo a OMS, a epidemia já estava minando o cumprimento das metas da erradicação da miséria e da fome até 2015, entre outras metas. O relatório anual da organização trata de várias áreas da saúde mundial e será apresentado na próxima semana. Neste ano, o documento concentra-se no problema da Aids, maior causa de morte entre as pessoas com idades entre 15 e 59 anos.

O relatório de 170 páginas, intitulado "Changing History" (mudando a história), injetou uma pequena dose de otimismo na luta contra a Aids, uma doença que atinge entre 34 milhões e 46 milhões de pessoas.

O esforço da comunidade internacional de levar os tratamentos mais recentes para os países mais afetados e promover as formas de prevenção entre doentes em potencial poderia reverter essa tendência de expansão, afirmou a OMS.

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