Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

OMC quer escolher novo diretor-geral até final de maio

Quinta, 31 de Março de 2005 às 13:15, por: CdB

Assombrada pelas memórias de uma amarga batalha que paralisou a entidade há seis anos, a Organização Mundial do Comércio (OMC) entra nesta sexta-feira na fase final de seus esforços para apontar um novo chefe.

Em meio a rumores de grandes barganhas políticas envolvendo a indicações para outros cargos internacionais, três enviados começaram as consultas entre os 148 países da OMC sobre qual dos quatro candidatos eles preferem como próximo diretor-geral.

A líder do grupo de três enviados para a tarefa, a embaixadora queniana Amina Mohamed, presidente do Conselho Geral da OMC, disse às delegações nesta quinta-feira que a intenção é chegar a um consenso sobre um nome e aprová-lo até o fim de maio.

Diplomatas afirmaram que apesar da ausência das fortes articulações na sede da OMC que marcaram a disputa de 1999, a missão de Mohamed pode não ser fácil.

- Existem muitos elementos que entrarão no jogo. Espero que isso vá acontecer, mas ficaria surpreso se chegássemos a isso no fim do mês que vem - disse um embaixador de um país em desenvolvimento, que pediu para não ser identificado.

Os quatro candidatos são o embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa, o francês e ex-comissário europeu para comércio Pascal Lamy, o ministro das Relações Exteriores das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree, e o enviado comercial uruguaio Carlos Perez del Castillo, veterano na OMC.

Um deles deve substituir o tailandês Supachai Panitchpakdi em 1o de setembro e terá a tarefa de tentar levar a entidade a concluir um novo pacto global da conturbada Rodada de Doha até dezembro de 2006.

Os membros da União Européia apóiam Lamy, uma série de países em desenvolvimento na África e na Ásia estão com Cuttaree, enquanto Seixas Corrêa e Perez del Castillo dividem o auxílio de nações latino-americanas.

Os Estados Unidos - que como qualquer outro país pode rejeitar um candidato - ainda não indicaram quem pretendem apoiar.

Isso trouxe especulações de que Washington e Bruxelas podem ter fechado um acordo envolvendo a OMC e o Banco Mundial.

Esses rumores firam mais fortes na quarta-feira, quando a UE deu sinal verde para a controversa nomeação do norte-americano Paul Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial. A atitude estimulou as sugestões de que Lamy receberia auxílio dos EUA para comandar a OMC.

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