Por Agencia Estado 11/05/2011 às 17:38
O Brasil conseguiu colocar a guerra do câmbio na agenda oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC).
OMC discute guerra cambial a pedido do Brasil
11 de maio de 2011 | 10h 56
AE - Agencia Estado
ZURIQUE - O Brasil conseguiu colocar a guerra do câmbio na agenda oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC). A manobra dribla a resistência ao assunto no G-20 - grupo das 20 maiores economias do mundo - e quebra um tabu de mais de 60 anos sem que temas cambiais fossem tratados por órgãos relacionados ao comércio.
A proposta do Brasil, modesta e apresentada com cautela ontem na OMC, sofreu resistência de Estados Unidos, China e Europa. Mesmo assim, o projeto de começar um debate sobre as implicações das mudanças cambiais para o comércio foi aprovado e uma agenda de trabalho será montada para os próximos dois anos.
O governo brasileiro começou a campanha para levar a questão do fortalecimento do real e de outras moedas em relação ao dólar depois que as mudanças cambiais começaram a afetar diretamente a competitividade das exportações nacionais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou o fenômeno de "guerra das moedas", indicando que alguns países estariam deixando suas moedas se desvalorizarem para ganhar competitividade de forma artificial.
Mantega tinha a ideia de lançar uma ofensiva mais dura. No G-20, conseguiu apenas uma referência de que países se comprometiam a evitar "desvalorizações competitivas de suas moedas". O próximo passo era abrir contenciosos. Mas foi orientado pelo Itamaraty de que isso não seria possível. A opção foi introduzir o tema na OMC, pelo Comitê de Assuntos Financeiros. Pela proposta brasileira aprovada, estudos e seminários serão realizados nos próximos dois anos para debater até que ponto o câmbio afeta o comércio. A OMC ainda fará um estudo de qual é o impacto do câmbio nas exportações de países afetados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,omc-discute-guerra-cambial-a-pedido-do-brasil,66450,0.htm
Mantega culpa impressão de dinheiro por inflação mundial e guerra cambial:
Penultimo parágrafo do artigo abaixo: Contudo, o ministro das Finanças brasileiro, Guido Mantega, discordou dessa percepção, ao afirmar que as políticas "monetárias expansivas dos países avançados são o principal gatilho dos males econômicos" que atingem países como o seu, que tentam frear a crescente alta da moeda.
Ultimo parágrafo do artigo abaixo: Por isso, ressaltou como "legítimas" as medidas de "defesa própria" adotadas pelos países receptores de fluxos, entre as quais incluiu os controles de capital, com os quais tratam de atalhar "as pressões inflacionárias das matérias-primas e a valorização das moedas".
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/903753-divida-da-grecia-e-emprego-foram-tema-de-reuniao-de-fmi-e-bird.shtml
Dilma: Impressão de dinheiro por EUA e UE gera inflação mundial e guerra cambial
6º parágrafo do artigo abaixo: "A expansão da liquidez por parte dos países avançados pressiona a inflação mundial e aprecia as moedas de vários países, sobretudo dos exportadores de commodities, ao mesmo tempo em que promove a insegurança alimentar e energética em outras nações", disse (Dilma).
http://www1.folha.uol.com.br/poder/903106-dilma-reafirma-combate-a-inflacao-e-critica-medidas-de-paises-ricos.shtml
Mantega: alta da inflação das commodities é devido a impressão de dinheiro pelos EUA
2º parágrafo do link de noticia abaixo: "É uma fábula de dinheiro. A maquininha de fazer dólares está funcionado a todo vapor, injetando dólar no mundo", afirmou o ministro, referindo-se à política norte-americana de expansão de liquidez para impulsionar a economia. Segundo o ministro, como não há oportunidades de investimento nestas economias, o dinheiro que está sobrando é aplicado no mercado futuro de commodities, fazendo com que o preço suba mais do que se o problema fosse apenas climático.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,mantega-alta-das-commodities-e-especulacao-financeira,65234,0.htm
Surto mundial generalizado de inflação, devido a impressão de dinheiro, afeta mais os emergentes, diz Mantega
7º parágrafo do link de noticia abaixo: "É uma fábula de dinheiro. A maquininha de fazer dólares está funcionado a todo vapor injetando dólar no mundo", afirmou o ministro, referindo-se à política norte-americana, conhecida como "QUANTITATIVE EASING". Segundo o ministro, como não há oportunidades de investimento nestas economias, o dinheiro que está sobrando é aplicado no mercado futuro de commodities, fazendo com que o preço suba mais do que se o problema fosse apenas climático.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,surto-generalizado-de-inflacao-afeta-mais-os-emergentes-diz-mantega,65222,0.htm
Hiperinflação nos EUA se continuarem a imprimir dinheiro. E vão precisar!
Penultimo parágrafo do link de noticia abaixo: Por outro lado, Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas, tem alertado que os EUA podem enfrentar uma hiperinflação como a vivida pela Alemanha durante a República de Weimar se o Fed financiar a dívida do governo. Thomas Hoenig, do Fed de Kansas City, criticou o programa de compra de Treasuries e há meses pede uma elevação nas taxas de juros. O presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, e o da regional da Filadélfia, Charles Plosser, também têm pedido mudanças nas políticas do Fed.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,bernanke-sera-o-1-presidente-do-fed-a-falar-apos-reuniao-de-politica-monetaria,63962,0.htm