Diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o economista Pascal Lamy disse, nesta quinta-feira, que a Rodada de Doha - um fórum de negociações para liberalizar o comércio global, agora tem 60% de chances de ser bem-sucedida. Em discurso a deputados do Parlamento Europeu, Lamy disse que "é mais que 50%, mas bem menos que 100%". Nesta terça-feira, o comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, afirmou que a maioria dos países da UE (União Européia) apóia a continuação das negociações na OMC e lamentou a decisão da França, de rejeitar as últimas propostas.
Para Mandelson, na Comissão de Comércio do Parlamento Europeu 'quase todos os países-membros' acreditam que os últimos textos de Genebra para a abertura dos mercados agrícola e industrial são uma base para o acordo. Os franceses, no entanto, através de sua secretária de Estado para o Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, afirmou que a UE oferece muitas concessões, principalmente em agricultura.
- A UE já tem uma visão abrangente dos custos e benefícios da Rodada, mas ainda espera que os Estados Unidos ofereçam um número claro de redução de seus subsídios à exportação e também exige mais transparência no âmbito das frutas e hortaliças - disse Mandelson.
Iniciada em 2001, a Rodada Doha busca reduzir as barreiras comerciais entre os países do mundo, mas o principal empecilho está nas tarifas e subsídios agrícolas dos países desenvolvidos. Em compensação, os países emergentes resistem em diminuir as tarifas industriais.