O primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Olmert, afirmou que o principal desafio do país hoje é "determinar as fronteiras permanentes para garantir que a população seja majoritariamente judaica". No primeiro discurso sobre a política do governo desde que assumiu o cargo, após o afastamento de Ariel Sharon, que sofreu um derrame e está em estado grave, Olmert afirmou que Israel "não pode continuar a controlar territórios em que vivem a maioria dos palestinos".
Em sua opinião, a retirada dos assentamentos judaicos e tropas da Faixa de Gaza, no ano passado, marcou uma mudança nos rumos da política do Oriente Médio. Apesar de manifestar o desejo de desocupar mais territórios palestinos, como partes da Cisjordânia, Ehud Olmert destacou que Israel deve controlar zonas essenciais à sua segurança, manter os principais blocos de assentamentos e locais importantes para os judeus, como Jerusalém.
- Não pode haver um Estado judeu sem que Jerusalém esteja sob soberania judaica - afirmou Olmert, cuja trajetória está diretamente associada à cidade sagrada, onde foi prefeito por cerca de dez anos.
Ele defendeu que o processo de paz com os palestinos seja pautado por negociações, com base no chamado mapa da paz para o Oriente Médio. Disse, porém, que estaria disposto a adotar novas medidas unilaterais caso os palestinos não se disponham a cooperar nas negociações.