O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou, nesta terça-feira, em entrevista coletiva que seu Governo considera "interessante" a proposta de o chefe de Governo libanês Fouad Siniora, de estabelecer uma força de 15 mil soldados ao longo da fronteira com Israel, e vai estudar a idéia.
- É uma proposta interessante que devemos estudar para ver se é praticável e se teria efeito imediato para um cessar-fogo - disse.
Olmert, cujo Gabinete de Segurança está prestes a ordenar uma campanha militar em massa contra a milícia do Hezbollah no sul do Líbano, comentou a proposta após discutir com o presidente de Israel, Moshé Katsav, a situação na frente de combate.
- Os novos planos de ação foram apresentados ontem e serão debatidos amanhã no Gabinete de Segurança. Até o momento o Governo não rejeitou nenhuma das propostas das Forças Armadas - desde que começaram as hostilidades contra o Hisbolá, disse o primeiro-ministro.
Olmert voltou a garantir que Israel não quer ocupar o Líbano.
- Quanto antes pudermos deixar o território libanês, mais satisfeitos estaremos. Não estamos ali para conquistar territórios, apenas para reduzir a capacidade do Hezbollah - afirmou.
O primeiro-ministro não mencionou a exigência de libertação dos dois soldados israelenses capturados pelo Hezbollah no dia 12 de julho. O seqüestro desencadeou a ofensiva israelense no Líbano, respondida pelos guerrilheiros com mais de 2.700 foguetes e mísseis disparados contra localidades do norte de Israel.
A proposta de Siniora exige um cessar-fogo imediato, a retirada das tropas israelenses do sul e o posicionamento de parte do Exército libanês ao longo da fronteira. Olmert disse que Israel acha necessária a ajuda de uma força multinacional para concretizar essa missão.
O Governo libanês disse ontem que o Hezbollah aprova o plano de Siniora, que propõe a cooperação dos 2 mil soldados da Força Provisória da ONU no Líbano (Unifil).
A força multinacional que substituiria a Finul, desde 1978 no sul do Líbano, é parte de uma proposta dos Estados Unidos e da França para obter um cessar-fogo. O plano está sendo debatido no Conselho de Segurança da ONU.
- Não podemos tomar uma posição sobre a proposta para o cessar-fogo, pois não conhecemos a sua versão final, nem o texto da resolução do Conselho de Segurança - disse Olmert.