O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, alertou nesta segunda-feira que o tempo está acabando para uma solução que criaria dois Estados no conflito entre israelenses e palestinos.
Em uma cerimônia anual em homenagem ao ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado por um judeu ultranacionalista em 1995, Olmert defendeu novamente um acordo de paz no qual Israel se retiraria de quase toda a Cisjordânia ocupada.
- Deus não permita que nos prolonguemos, pois poderíamos perder o apoio para uma solução de dois Estados - disse, se referindo à criação de um Estado palestino ao lado de Israel, um conceito da base das atuais negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos.
- A decisão deve ser tomada agora, sem hesitar, antes que a estreita janela de oportunidades para que plantemos essa solução na consciência de nossa população e de todas as nações do mundo suma bem na frente de nossos olhos - afirmou.
Olmert afirmou que caso não se consiga estabelecer um Estado palestino, a pressão pode aumentar para que Israel aceite um Estado binacional que incluiria a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, o que, devido à maior taxa de natalidade dos árabes, faria com que a população judaica se tornasse uma minoria.
As conversas sobre a formação do Estado Palestino foram retomadas em novembro passado, mas têm sido atrapalhadas pela expansão de assentamentos judaicos do governo de Olmert e por discordâncias em assuntos básicos, como o futuro de Jerusalém.
Os Estados Unidos já disseram que há pouca chance de atingir o objetivo de conseguir pelo menos a estrutura de um acordo até o final do ano.
Olmert renunciou em setembro após um escândalo de corrupção, mas continua primeiro-ministro até que um novo governo seja formado depois das eleições parlamentares marcadas para o dia 10 de fevereiro.