Segundo o ministro das Cidades Olívio Dutra, Lula investiu, em dois anos de governo, 14 vezes mais em saneamento do que o gasto nos dez anos anteriores. Com relação ao período de 1998 a 2002, os investimentos atuais seriam 35% maiores.
- São recursos disponibilizados para municípios, para governos estaduais que, este ano, vão se transformar em obras. Muitos projetos estavam na fase de produção, de licitação. A partir de agora, esses recursos vão gerar mais empregos, qualificar a vida das pessoas, porque as obras serão executadas - afirma Dutra.
Olívio Dutra participou, na quarta-feira, do programa Diálogo Brasil, transmitido em rede pública de televisão gerada pela TV Nacional. Durante uma hora, ele debateu as políticas de habitação e saneamento com o vice-governador do Rio, Luiz Paulo Conde, e com o advogado do Conselho Jurídico do Sindicato da Habitação de São Paulo, Pedro Cortez.
Em entrevista, logo em seguida, o ministro disse que o governo trabalha com uma política de médio e longo prazo, demonstrada pela disposição em criar o Fundo Nacional de Habitação e o Sistema Nacional de Saneamento. De acordo com Dutra, esses mecanismos serão consolidados por um projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional, nos próximos dias.
Pelos cálculos do ministério, para 2005, estão previstos cerca de R$ 6,5 bilhões para saneamento e cerca de R$ 8 bilhões para habitação:
- A economia respondendo melhor, elevando renda e receita dos entes públicos, nós vamos poder descontigenciar todos os recursos e fazer mais. A meta é 660 mil famílias com moradia qualificada para 2005.
Na área de habitação, Olívio Dutra destacou a atuação do governo Lula na inversão do que chama de lógica perversa no uso de recursos dos fundos sociais:
- Antes, recursos de fundos como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), estavam indo para atender à demanda de moradia das famílias com renda de cinco salários mínimos para cima. No governo Lula, 60% dos recursos dos fundos sociais passaram a atender trabalhadores que recebem menos de cinco salários mínimos. É nessa faixa que se concentram 90% do déficit habitacional.