A Olimpíada de Atenas em 2004 corre o risco de ser a mais quente dos últimos 50 anos, revelou um cientista esportivo nesta terça-feira em Camberra, capital da Austrália.
David Martin é um dos 34 pesquisadores do centro de fisiologia do Instituto Australiano de Esportes (AIS) que trabalham na criação de métodos de controle térmico para atletas antes dos Jogos começarem.
O cientista faz testes com os esportistas a fim de determinar a melhor maneira de adaptá-los às possíveis condições extremas.
"Há uma grande chance de a Olimpíada de Atenas ser a mais quente dos últimos 50 anos", ressaltou Martin no campus da AIS em Camberra.
"Nós precisamos correr contra o tempo para termos uma avaliação correta do que fazer", lembrou o pesquisador.
Martin ressaltou que em alguns casos o melhor é reduzir o tempo de aquecimento do atleta antes da competição.
O cientista usou o exemplo do ciclista australiano Michael Rogers, que estava acostumado a um período de 90 minutos de aquecimento, mas após passar por testes sob a temperatura de 34 graus foi aconselhado a reduzir o tempo para 30 minutos.
"O excesso de aquecimento poderia provocar fadiga precoce e até desidratá-lo já no aquecimento. O que seria terrível para o atleta durante a competição", frisou o cientista.