Pelo menos oito pessoas morreram e cerca de quarenta ficaram feridas nesta segunda-feira em atentados ocorridos no Iraque, em um dia crucial para o processo de transição política, já que teremina o prazo para a apresentação da minuta da nova Constituição.
O ataque mais grave ocorreu no sul da cidade de Baquba, a cerca de 60 quilômetros ao norte da capital, onde uma bomba numa estrada matou três soldados iraquianos e feriu outros dois. Os oficiais patrulhavam perto de uma base militar dos Estados Unidos quando a bomba explodiu durante a passagem de seu comboio.
Em Al-Khales, a setenta quilômetros a nordeste de Bagdá, um grupo de pistoleiros matou a tiros Mohammed al-Ausi, um membro do Conselho Municipal local, e ao motorista que o conduzia a seu trabalho.
No bairro de Al-Adil, a oeste de Bagdá, um grupo de insurgentes armados disparou desde um veículo contra Mohammed Hassan Mohi, membro do Conselho Municipal da zona.
Além disso, um soldado iraquiano perdeu a vida baleado por pistoleiros em Al-Ishaqui, cerca de cem quilômetros ao norte de Bagdá, na estrada que une a capital com Mossul. Um civil morreu e outros três ficaram feridos na explosão de uma bomba cujo objetivo era um comboio militar dos EUA na rua Salahedin, uma das que levam à "zona verde".
Também na capital, pelo menos quinze pessoas ficaram feridas em um atentado suicida cometido contra um restaurante freqüentado por soldados iraquianos, informaram fontes policiais. O suicida, numa moto, se chocou contra a entrada do restaurante Abu Ahmad na hora do almoço, explicou à EFE o capitão de Polícia, Ahmad Abdala.
Ainda nesta segunda-feira, o Parlamento iraquiano realiza uma sessão extraordinária à espera de receber a minuta da nova Constituição, em que as diferentes comunidades ainda trabalhavam contra o relógio para acabar com as divergências.
Apesar da continuação das negociações ainda na manhã desta segunda-feira, último dia do prazo estipulado, fontes ligadas à reunião dos líderes do país mostraram seu otimismo sobre a possibilidade de que o texto seja apresentado a tempo.
Laiz Kubba, porta-voz do primeiro-ministro Ibrahim al-Jaafari, já tinha dito neste domingo que o acordo estava quase pronto e que restava apenas acertar alguns detalhes. No entanto, pouco após o meio-dia desta segunda-feira ainda não havia notícias da esperada minuta.
Os 275 membros do Parlamento iraquiano começaram a chegar à "Zona Verde" de Bagdá, onde estão reunidos para uma sessão especial, em um ambiente de preocupação dissimulada com palavras de otimismo.