Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Oito milhões precisam de ajuda no Iraque, diz relatório

Um relatório divulgado nesta segunda-feira por ONGs da Grã-Bretanha e do Iraque alerta que até oito milhões de pessoas no país, ou cerca de um terço da população do Iraque, precisa urgentemente de ajuda humanitária.(Leia Mais)

Segunda, 30 de Julho de 2007 às 08:08, por: CdB
Um relatório divulgado nesta segunda-feira por ONGs da Grã-Bretanha e do Iraque alerta que até oito milhões de pessoas no país, ou cerca de um terço da população do Iraque, precisa urgentemente de ajuda humanitária.

O documento da ONG britânica Oxfam e de uma coalizão de organizações não-governamentais iraquianas diz que o conflito armado no país continua sendo o problema principal dos iraquianos, mas a população está cada vez mais sendo ameaçada por doenças e pela desnutrição.

Isso porque o governo do país não estaria conseguindo satisfazer necessidades básicas da população, como alimentação e moradia.

O relatório diz, por exemplo, que cerca de 30% das crianças do país enfrentam desnutrição e que 15% dos iraquianos não tem dinheiro para comprar comida regularmente.

Água e refugiados

- Serviços básicos, arruinados por anos de guerra e sanções, não satisfaz as necessidades do povo iraquiano - disse o diretor da Oxfam Internacional, Jeremy Hobbs.

Um sinal disso é o fornecimento de água – no cenário apresentado pelo documento, 70% dos iraquianos não têm, atualmente, acesso adequado a água. Antes da invasão do Iraque, 50% dos iraquianos enfrentavam o problema.

Outro problema, ligado intimamente ao conflito interno no país, são os refugiados.

Segundo o documento, quatro milhões de iraquianos foram obrigados a deixar seus lares devido à violência, sendo que metade desse total se tornou refugiado dentro do próprio país e o restante fugiu para países vizinhos.

- Muitas dessas pessoas estão vivendo com grande pobreza -  disse Hobbs.

"O governo iraquiano precisa se comprometer a ajudar seus cidadãos mais pobres, incluindo os refugiados internos, por meio da distribuição de pacotes de comida e dinheiro aos mais vulneráveis.”

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