Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

OIT - técnico elogia Brasil

Terça, 08 de Dezembro de 2009 às 17:31, por: CdB

O crescimento econômico não tem sentido se não permite diminuir a pobreza, essa a conclusão a que chegaram os técnicos da Organização Internacional do Trabalho, no relatório deste ano do Mundo do Trabalho, que analisa as consequências da crise e de como dela se deve sair do ponto de vista das relações com o mundo do trabalho.

Nesse sentido, foi elogiado, na apresentação do relatório, o modelo econômico brasileiro que procurou melhorar os laços entre o crescimento, o desenvolvimento e a diminuição da pobreza, disso resultando uma baixa do desemprego, diminuição da informalidade laboral e retomada do crescimento, consequências da campanha pelo trabalho decente e no refôrço da proteção social.

O relatório foi divulgado no Palácio das Nações, em Genebra, pelo diretor de estudos sociais da OIT, Raymond Torres e suas conclusões vão no sentido de uma rejeição do modelo de desenvolvimento, adotado nos últimos anos e que desprezava a participação do Estado.

Pensava-se a que a proteção social era uma obstáculo ao crescimento economico, disse Raymond Torres, que a regulamentação laboral se fazia em detrimento do mercado do trabalho e que o salário mínimo era inimigo do emprego, ora aprendemos com as recentes experiências de reforma que podemos muito bom combinar uma proteção social inteligente, regulamentação do trabalho bem feita e um salário mínimo num nível aceitável com um desenvolvimento do emprego

Temos de aproveitar a crise para solucionar alguns problemas já antes existentes como a questão do emprego informal, diz Raymond Torres, mesmo porque na atual situação a tendência é de se perpetuar a situação dos desempregados e a informalidade no mundo do trabalho.

Portugal é um dos países mais atingidos pelo desemprego, embora menos que a Espanha, principalmente no setor de construções, em consequência de uma bolha imobiliária que estourou. O relatorio trata da Africa e critica a desregularização dos empregos. Raymond Torres analisa a situação em Angola e logo depois em Moçambique.

Mesmo antes da crise havia falhas no modelo de desenvolvimento, principalmente na questão da informalidade, o emprego na África é na maioria na economia informal, ou seja, pouco protegido e que dá poucas perspectivas de progressão na carreira para as pessoas e só permite ganhos de produção muito limitados.

Mesmo se houve algumas aberturas comerciais e aos investimentos internacionais, isso pouco aproveitou à coletividade por falta do elo de empregos de melhor qualidade e interação com as zonas rurais. Pensava-se que bastava se abrir a economia, ter maior crescimento e que todo o resto vinha atrás, com a diminuição da probreza mas não isso não é exato, concluiu Raymond Torres.

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