Rio de Janeiro, 10 de Abril de 2026

OIT quer aproveitar Copa para falar sobre trabalho infantil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) quer aproveitar o clima e as atenções voltadas para a Copa do Mundo para chamar a atenção para o combate ao trabalho infantil. Com isso, será reforçada a campanha lançada em 2002, com o slogan Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. A campanha é patrocinada pela Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa).(Leia Mais)

Domingo, 11 de Junho de 2006 às 11:17, por: CdB

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) quer aproveitar o clima e as atenções voltadas para a Copa do Mundo para chamar a atenção para o combate ao trabalho infantil. Com isso, será reforçada a campanha lançada em 2002, com o slogan Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. A campanha é patrocinada pela Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa).

O Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec) da OIT programou para esta segunda-feira, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, atividades em cerca de 100 países, incluindo programas de televisão, caminhadas e debates públicos. O ex-jogador de futebol camaronês Roger Milla é uma das personalidades que vão participar que vão participar das atividades em Genebra, na Suíça, onde a OIT tem sede.

A cada ano, um tema é escolhido para celebrar a data. O tráfico de crianças, considerado uma das piores conseqüências do trabalho infantil, foi primeiro tema discutido. No ano passado, o tema foi o trabalho infantil na mineração. O evento deste ano vai abordar as conclusões do Relatório Global da OIT "O fim do trabalho infantil: um objetivo ao nosso alcance", lançado no Brasil no dia 4 de maio. O relatório mostra que, pela primeira vez, houve queda nos índices de trabalho infantil em todo o mundo, com as piores formas sendo reduzidas de forma mais significativa.

De 2000 a 2004, houve redução de 11% no número de crianças e adolescentes trabalhadores, que passou de 246 milhões para 218 milhões. A queda é resultado do engajamento dos países em desenvolvimento no combate ao trabalho infantil e da criação de planos de ação de duração determinada como uma prioridade.

Segundo o relatório, em 10 anos, será possível eliminar o trabalho infantil em suas piores formas, se o ritmo de redução atual for mantido e se o momento atual de sensibilização para o problema continuar. O estudo atribui esse resultado à vontade política, conscientização e ações concretas, particularmente no campo do combate à pobreza e na área da educação.

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