Por Rui Martins - Começará nesta terça-feira, em Brasília, a III Conferência Global do Trabalho Infantil, promovida pela Organização Internacional do Trabalho. A escolha de Brasília foi feita, em Haia, há três anos, pois o Brasil se tornou um exemplo no combate ao trabalho infantil. A Conferência irá até o dia 10.
Combate ao trabalho infantil reúne 193 países em Brasília.Começa nesta terça-feira, em Brasília, a III Conferência Global do Trabalho Infantil, promovida pela Organização Internacional do Trabalho. A escolha de Brasília foi feita, em Haia, há três anos, pois o Brasil se tornou um exemplo no combate ao trabalho infantil. A Conferência irá até o dia 10.
O objetivo principal é o dos representantes dos 193 países poderem avaliar os resultados obtidos na proteção das crianças e adolescentes. Nestes três anos, no Brasil, meio-milhão deixaram de trabalhar para ir à escola. Outro objetivo é o dos países partilharem entre si, em Brasília, as conquistas obtidas e as dificuldades ainda existentes no combate ao trabalho infantil.
Participarão das conferência os cinco países lusófonos africanos, dos quais o mais avançado em termos de proteção à infância é São Tomé com um maior índice de crianças nas escolas. Guiné Bissau enfrenta o problema dos talibés, crianças retiradas dos país a pretexto de irem aprender a religião muçulmana nas escolas corânicas, mas levadas para Dakar, a capital senegalesa, onde são obrigadas a mendigar.
Existem também crianças sequestradas da República do Congo para trabalharem em regiões agrícolas na esploração de minas em Angola. Na África francófona, é grande o número de crianças que ainda trabalham na cultura do cacao na Costa do Marfim.
A Organização Internacional do Trabalho esperava erradicar do mundo o trabalho infantil até o ano 2016, entretanto, apesar da grande diminuição nos últimos três anos, ainda existem 168 milhões de crianças e adolescentes no trabalho, muitos em atividades perigosas ou danosas para a saúde e para o desenvolvimento físico normal.
Nesse encontro, será criado o Cartão Vermelho da OIT contra todos que utilizam o trabalho infantil.
Rui Martins, correspondente em Genebra.
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