Entre os quatro países da região onde a Organização Internacional do Trabalho (OIT) impulsiona programas contra o trabalho infantil, o Brasil é o que tem as melhores condições e os organismos mais adequados, disse nesta terça-feira, em Assunção, uma especialista do organismo.
"O Brasil tem dez anos de políticas de infância claramente definidas e faz planos de erradicação do trabalho infantil. Além disso, tem comissões e um fórum para a infância e melhores condições para acolher e visualizar um setor que está totalmente invisível, uma vez que está dentro das casas", afirmou Cristine D'Agostini, coordenadora regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a erradicação do trabalho infantil.
A especialista encerrou uma oficina sobre o avanço do plano no Paraguai, que integra junto com Colômbia e Peru a iniciativa impulsionada em 1999.
"O acompanhamento das tarefas no Brasil nos ajudou a descobrir as condições de meninas submetidas a situações de abuso e violência. Na Colômbia, descobrimos que havia mais meninos que meninas. Na adolescência, há muitos meninos no serviço doméstico, mais do que esperávamos, e eles o abandonam quando chegam à adolescência. Aí, sim, o número de meninas passa a ser maior", disse.