Grupo de 349 pessoas é orginário da África Subsaariana e passou a ser alvo de ameaças após ter sido associado com mercenários no conflito civil.
Africanos na Líbia
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que evacuou, nesta quinta-feira da Líbia, 349 migrantes da África Subsaariana. O grupo inclui nigerianos, malineses, camaroneses e cidadãos da Guiné Equatorial.
Logo após o início dos protestos contra o governo de Muammar Kadafi, os subsaarianos passaram a receber ameaças por terem sido associados a mercenários no conflito civil do país.
Itália
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que também está encontrando dificuldades para ajudar a retirar refugiados da Líbia. Muitos deles temem ser alvo de represálias em seus países de origem.
O porta-voz da agência, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Paris, que a Itália aceitou receber um grupo de 58refugiados da Eritreia.
"Eram famílias com crianças que foram evacuadas para a Itália. O Acnur tendo entrevistado alguns deles apurou que tinham sido detidos na Líbia em condições muito difíceis. Se a situação geral das populações da Líbia é dramática, por causa do conflito neste momento, a situação das pessoas que se encontram na Líbia e não podem voltar aos seus países, como é o caso destes refugiados, é muito preocupante", afirmou.
Ajuda Humanitária
Nesta quarta-feira, o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, pediu à comunidade internacional a manter o ímpeto da assistência humanitária a milhares de pessoas que fogem do país.
Segundo Guterres, é importante que as pessoas que queiram sair continuem sendo evacuadas, para evitar o congestionamento nas fronteiras. Desde o início dos protestos, mais de 212 mil pessoas abandonaram a Líbia.
*Apresentação: