Preocupado com o barril de petróleo a 55 dólares? Espere até o preço chegar a 150 dólares após um furacão atingir um oleoduto e um porto norte-americano, ao mesmo tempo em que militantes matam reféns na Arábia Saudita.
Esse é o enredo de <i>Oil Storm</i>, ficção com tom de documentário, cuja a primeira exibição, na TV, está marcada para domingo nos Estados Unidos. O filme usa eventos exagerados da vida real e personagens de ficção para examinar a dependência norte-americana do petróleo, e os problemas que uma crise de abastecimento pode causar para as pessoas comuns.
O filme mostra, numa situação extrema, potenciais problemas que têm sido o pesadelo do mercado de energia: furacões que podem destruir a infra-estrutura, guerra e turbulência no Oriente Médio, que levaram recentemente o barril a altas recordes.
Os escritores querem mostrar por que problemas com as perfuradoras e reservas de petróleo preocupam os norte-americanos, que apreciam viajar de carro e investir.
- Tudo está tão conectado que o que acontece na Arábia Saudita ou na China vai ter impacto no petróleo, portanto, impacto em mim ou em você - disse Caroline Levy, produtora e uma das roteiristas do filme.
A britânica Levy está ciente de que o filme pode ser criticado por espalhar medos de um cenário apocalíptico.
- O objetivo é mostrar o quão vulnerável é a infra-estrutura norte-americana - afirmou Levy, acrescentando que o filme se baseou em várias entrevistas com especialistas e em apenas um leve exagero de incidentes passados.
No filme, que vai ser transmitido pela rede Fox, um poderoso furacão, reminiscente do que atingiu a Louisiana no ano passado, corta importações de petróleo do país e afeta a produção no Golfo do México.
O governo dos Estados Unidos volta-se para a aliada Arábia Saudita, que aumenta a sua produção, mas se vê em meio a uma crise de tomada de reféns. O pânico toma conta do mercado, e motoristas ao redor do país fazem fila nos postos para abastecer os seus carros, tumultuando a vida de todos.