A Oi informou nesta sexta-feira que espera equilibrar a geração de caixa (Ebitda) da operação no Estado de São Paulo em menos de 12 meses.
Quando iniciou a operação na região 1 do Brasil (que engloba 16 Estados do Nordeste, Sudeste e Norte), em 2002, a Oi equilibrou o Ebitda 18 meses depois. Luiz Eduardo Falco, presidente da companhia, acredita que "o equilíbrio de caixa virá já a partir do ano que vem" em São Paulo.
A empresa, que estreou a venda de chips no Estado em 2 de outubro, informou já ter vendido 1 milhão de linhas até quinta-feira (22 dias depois), das quais 500 mil já foram ativadas.
A operadora pretendia iniciar a ativação nesta sexta-feira, mas diante do sucesso na venda de chips, informou na semana passada ter decidido antecipar a ativação para o dia 19 deste mês, ao mesmo tempo em que prorrogava o período promocional até o dia 31.
Na promoção de lançamento, o cliente que compra o chip Oi ganha bônus para usar o celular três meses sem a necessidade de recarga, com limite de 20 reais por dia.
Segundo a Oi, em encontro com a imprensa nesta sexta-feira, a rede está preparada para o volume atingido, mesmo que antes da previsão.
- Fizemos a dimensão da rede para isso e até vamos estender a promoção para o dia 31 - reiterou o executivo.
Estimativa revista para cima
Depois de prever inicialmente que atingiria 500 mil clientes no final deste ano, a Oi já reviu o número.
- Parece possível chegar ao final do ano com 2 milhões, o que nos dará 5% de participação de mercado - disse Falco.
Ele acrescentou, entretanto, que "ainda faltam 95%, por isso temos muito que investir".
A companhia aplicou 1 bilhão de reais para montar a rede, mas esclarece que cada cliente ativado gera um custo adicional em torno de 100 reais.
- Não temos restrição de investimentos, se os clientes vierem com velocidade maior, iremos acelerar - disse.
Falco explicou que o câmbio tem, normalmente, um impacto de 25% a 30% no volume de investimentos da operação uma vez que incide diretamente sobre os preços de equipamentos cotados em dólares.
Caso a moeda norte-americana continue em alta,
- Vamos ser obrigados a ter negociações mais pesadas com os fornecedores - disse Falco.
Segundo ele, "um pedaço forte (da valorização do dólar) deverá ser absorvido pelos fornecedores", mas o que sobrará para a operadora "não será insuportável", acredita.
Ele informou que a Oi contratou equipamentos de rede pelos próximos três anos com o dólar estipulado em 1,90 real. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana era cotada a 2,308 reais.