Rio de Janeiro, 03 de Outubro de 2026

Oferta de crédito na China atinge máxima recorde no mês de março

O crescimento de empréstimos e da oferta de capital na China subiram para máximas recordes em março, conforme os bancos prosseguem com a explosiva expansão de crédito para sustentar os esforços do governo na tentativa de reativar a economia. Os bancos ampliaram 1,89 trilhão de iuanes (US$ 276,6 bilhões) em empréstimos tomados na moeda local no mês de março, elevando o total para 4,58 trilhões de iuanes no primeiro trimestre, beirando a meta anual do governo de pelo menos 5 trilhões de iuanes.(Leia Mais)

Sábado, 11 de Abril de 2009 às 09:36, por: CdB

O crescimento de empréstimos e da oferta de capital na China subiram para máximas recordes em março, conforme os bancos prosseguem com a explosiva expansão de crédito para sustentar os esforços do governo na tentativa de reativar a economia. Os bancos ampliaram 1,89 trilhão de iuanes (US$ 276,6 bilhões) em empréstimos tomados na moeda local no mês de março, elevando o total para 4,58 trilhões de iuanes no primeiro trimestre, beirando a meta anual do governo de pelo menos 5 trilhões de iuanes.

Tal iniciativa ajudou a elevar o crescimento anual da oferta de capital para um recorde de 25,5% em março, acima de 20,5% em fevereiro e muito superior às expectativas de economistas, de avanço de 21,3%.

A liquidez aumentou, apesar do país ter registrado a menor alta trimestral nas reservas de moedas estrangeiras desde o segundo trimestre de 2001, refletindo baixa entrada de recursos por meio do superávit comercial e de investimentos estrangeiros.

As reservas subiram apenas US$ 7,7 bilhões nos primeiros três meses, atingindo US$ 1,9537 trilhão no final de março.

Analistas enxergam os números de empréstimos como um sinal de que as medidas de Pequim para fortalecer a demanda doméstica estão funcionando, mas também mostraram cautela sobre a conclusão de que uma recuperação está imediatamente à frente.

– A China completou mais de 90 % da meta anual para empréstimos bancários nos primeiros três meses, e isso é absolutamente insustentável – afirmou Zhang Xiaojing, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim.

– Além disso, eu não acho que podemos dizer que o pior momento para a economia chinesa já passou – acrescentou ele.

– Os empréstimos em março foram intensos, mas se o forte crescimento do crédito bancário pode reativar o setor econômico real ainda não está claro – completou.
 
Uma das principais preocupações sobre o aumento da oferta de recursos é de que ele pode financiar especulações no mercado acionário, bem como investimentos e gastos reais, conforme refletiu proporção relativamente alta da conta de financiamento no curto prazo frente ao total.

A conta de financiamentos, que as companhias utilizam para necessidades de capital de curto
prazo, somava 1,48 trilhão de iuanes dos novos empréstimos do primeiro trimestre, ou 32,3% do total.

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