Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ofensiva contra Estado Islâmico no Iraque está distante, dizem militares

Forças do Iraque estão a meses de distância de conseguir travar qualquer tipo de ofensiva sustentada contra o Estado Islâmico, e qualquer esforço semelhante na Síria vai demorar ainda mais, disseram oficiais do Comando Central militar dos Estados Unidos.

Sexta, 24 de Outubro de 2014 às 08:23, por: CdB
iraqueguerra.jpg
Os oficiais, atualizando as informações para um grupo de repórteres, disseram que a prioridade no Iraque é deter o avanço do Estado Islâmico Soldados tunisianos patrulham a residência de Oued Ellil, no oeste de Túnis
Forças do Iraque estão a meses de distância de conseguir travar qualquer tipo de ofensiva sustentada contra o Estado Islâmico, e qualquer esforço semelhante na Síria vai demorar ainda mais, disseram oficiais do Comando Central militar dos Estados Unidos. No Iraque, isso vai depender de uma série de fatores, alguns fora do controle militar, que vão desde a política iraquiana até condições climáticas. Forças iraquianas também têm de ser treinadas, armadas e colocar em prontidão antes de grandes avanços, como a retomada de Mosul, cidade no norte do país conquistada pelo Estado Islâmico em junho. - Não é iminente. Mas nós não vemos que esse seria um esforço que demoraria anos para os deixar no ponto para que possam ser capazes de prosseguir com uma contra-ofensiva sustentável - disse um oficial militar na quinta-feira, acrescentando que esse seria um esforço “de meses”. Os oficiais, atualizando as informações para um grupo de repórteres, disseram que a prioridade no Iraque é deter o avanço do Estado Islâmico, mas reconheceram que a província de Anbar, no oeste do país, está em risco, apesar de ataques aéreos liderados pelos EUA. As principais divisões militares do Iraque em Anbar, a sétima, oitava, nona, 10a e 12a, foram bastante prejudicadas. Pelo menos 6.000 soldados iraquianos foram mortos até junho e o dobro desse número desertou, disseram fontes médicas e diplomáticas. Os oficiais, ao terem traçado um panorama de longo prazo no Iraque, também deram uma visão dos esforços na Síria. Muito dos esforços na Síria dependem de uma planejada missão de treinamento de forças apoiadas pelos EUA, cujo primeiro objetivo, disse um oficial, seria ser defensivo - para garantir que mais cidades não caíam nas mãos dos inimigos. - Estamos tentando treiná-los para serem capazes de defender suas cidades e vilas - disse um oficial. Mas treinar militares para serem capazes de confrontar o Estado Islâmico ofensivamente requer um grau maior de instrução, e vai levar mais tempo para deixá-los prontos. Pode levar de um ano a 18 meses "para sermos capazes de ver os efeitos no campo de batalha", disse o oficial. Forças da Tunísia
guerratunis.jpeg
Forças de segurança da Tunísia mataram seis pessoas nesta sexta-feira, incluindo cinco mulheres, após um confronto com um grupo militante nos arredores de Túnis, dois dias antes de uma eleição parlamentar, disseram autoridades. A ofensiva em uma casa em Oued Ellil, oeste de Túnis, foi a mais recente operação de repressão da Tunísia contra militantes islâmicos, que, segundo autoridades, ameaçam a transição do país para a democracia após a queda, em 2011, do líder Zine El-Abidine Ben Ali. Diversos militantes, incluindo mulheres, estavam presos em uma casa desde quinta-feira, após embates nos quais um policial foi morto quando tropas cercaram o local, de acordo com autoridades. Autoridades disseram que um homem e cinco mulheres foram mortos quando as tropas avançaram sobre a casa nesta sexta-feira. Eles disseram também que duas crianças foram resgatadas. - Nossas forças especiais mataram seis pessoas de um grupo terrorista que incluía cinco mulheres, as quais também trocaram fogo com nossas forças - disse o porta-voz do ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui, por telefone. Detalhes sobre a batida policial e o que as autoridades suspeitavam que o grupo estivesse planejando fazer ainda não foram esclarecidos.  
Tags:
Edições digital e impressa