A Organização dos Estados Americanos (OEA) e os governos dos países que integram o Mercosul, além de Bolívia e Chile, lançaram nesta terça-feira um plano para estudar os problemas de tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes na região.
"Sabemos que existe na região o tráfico de crianças e a exploração da pornografia infantil e esse plano vai nos dar um panorama real e global da situação", disse o coordenador do Instituto Interamericano da Criança, órgão vinculado à OEA, Ariel Forselledo. O estudo, que deve ficar pronto em agosto, será financiado pelos países que integram o Mercosul-- caso do Brasil-- além de Chile e Bolívia que são membros associados do bloco, com os recursos destinados por esses países ao combate aos problemas da infância.
O programa também fará uma análise comparativa da legislação sobre o tema de cada país com o objetivo de recomendar, sugerir e apresentar normas modelo para serem analisadas pelos respectivos governos. Conforme Forselledo, os dados existentes atualmente sobre o assunto são antigos e foram obtidos com metodologias diferentes, o que impede que se faça comparações.