Milhares de passageiros estão sem transporte ferroviário em 23 cidades atendidas pela estrada de ferro Carajás, que liga o Pará ao Maranhão. A ferrovia foi ocupada por integrantes do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na manhã de quarta-feira.
Os trabalhadores estão acampados às margens da estrada de ferro. A maioria é do assentamento Palmares 2, localizado no município de Parauapebas, Sudeste do Pará.
Com o bloqueio da ferrovia, o transporte de trens de passageiros e de minério estão suspensos. Cerca de 1,3 mil pessoas circulam pela estrada de ferro por dia.
Negociação
Os manifestantes exigem agilidade no processo de reforma agrária. Segundo o MST, atualmente mais de cinco mil famílias no Pará aguardam uma decisão do Incra para serem assentadas. — Enquanto a nossa reivindicação não for atendida, nós não sairemos do local — afirma o coordenador do MST Paulo Santos.
A Companhia Vale do Rio Doce, empresa responsável pela ferrovia, suspendeu o tráfego de trens. A estrada de ferro Carajás é a principal via de escoamento do minério de ferro produzido no Pará. Em nota, a Vale informou que já comunicou o fato à justiça federal e pediu a mobilização de força policial para retirar os manifestantes.