Mesmo economias estáveis como a britânica correm novos riscos em 2014
O cenário de crescimento para as principais economias emergentes está piorando mas permanece amplamente estável para as grandes economias avançadas, disse a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira. A OCDE informou que seu indicador que cobre 33 países membros ficou inalterado em março pelo sexto mês consecutivo em 100,6, acima de sua média de longo prazo de 100.
A organização disse que o indicador, desenvolvido para marcar pontos de virada no ciclo econômico, sugere que há um "ímpeto estável de crescimento" no bloco dos principais países ricos desenvolvidos.
Na semana passada, a OCDE reduziu sua perspectiva para o crescimento global por expectativas de que uma desaceleração nas economias emergentes vai pesar sobre a atividade econômica mais ampla. Os Estados Unidos, maior economia do mundo, registrou leitura de 100,4 no indicador da OCDE, inalterado ante fevereiro.
A Alemanha registrou, pelo terceiro mês consecutivo, uma leitura ainda mais forte de 100,8, enquanto o dado para a zona do euro subiu para 101,2 em março ante 101,1 em fevereiro.
O Japão, porém, viu sua leitura cair para 101,0 em março ante 101,1 um mês antes, conforme o país se preparava para um aumento no imposto sobre vendas em abril.
A Rússia também perdeu ímpeto segundo o indicador, com sua leitura caindo para 99,2 em março ante 99,4.
China inflexível
Entre os principais emergentes, a China viu sua leitura cair para 98,8 ante 98,9, o que indica que o ímpeto de crescimento está abaixo da tendência de longo prazo, disse a OCDE. Ainda assim, a China não adotará medidas de estímulo de larga escala para aliviar flutuações de curto prazo no crescimento, uma vez que a situação econômica básica do país não mudou, afirmou o vice-ministro das Finanças, Zhu Guangyao, nesta terça-feira.
Zhu disse também em uma coletiva de imprensa após reunião com o secretário norte-americano do Tesouro, Jack Lew, que a China adotará medidas para sustentar o crescimento caso sejam necessárias.
As declarações foram dadas depois que dados oficiais de abril indicaram fraqueza na atividade, com dados da produção ao investimento e ao consumo ficando abaixo das expectativas do mercado, dando início a novos pedidos para que Pequim relaxe as políticas para sustentar o crescimento.
Zhu disse que a China deixou claro aos Estados Unidos sua determinação em reformar seu regime cambial, e afirmou que a direção atual da política monetária chinesa é "correta".
Em Pequim nesta terça-feira, Lew disse que a China precisa passar para uma taxa de câmbio baseada no mercado, após um alerta feito pelo governo de Barack Obama no mês passado de que o iuan está muito fraco.
Crescimento
A atividade econômica da China mostrou fraqueza em abril, com dados de produção a investimento e consumo ficando abaixo das expectativas do mercado, o que provocou novos pedidos para que Pequim afrouxe as políticas com o objetivo de sustentar o crescimento.
Meses de performance fraca e sinais crescentes de fraqueza no mercado imobiliário levaram alguns analistas e investidores a questionarem se mais estímulo é necessário para que a expansão econômica este ano não fique aquém da meta oficial de cerca de 7,5%.
O dado mais preocupante é o de investimento em ativo fixo, que cresceu 17,3% nos quatro primeiros meses ante o ano anterior, o ritmo mais fraco desde que o governo iniciou um novo método estatístico em 2011. O dado de produção industrial em abril também decepcionou o mercado, com crescimento de 8,7 por cento ante o ano anterior contra expectativa do mercado de alta de 8,9%. As vendas no varejo também ficaram abaixo da expectaiva ao subirem 11,9% no mesmo período, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta terça-feira.
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