Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Observatório Nacional vai monitorar asteroides

Terça, 04 de Agosto de 2009 às 08:53, por: CdB

O Observatório Nacional, órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, colocará em funcionamento até o final deste ano, em Pernambuco, o  programa Impacton para monitoramento de  asteroides e cometas.

Segundo o astrofísico Carlos Henrique Veiga, do Obervatório Nacional, o programa se destina a detectar a presença de asteroides perigosos, que possam se chocar contra a Terra.

– Existem  muitos asteroides que são potencialmente perigosos para a Terra. Eles vivem atravessando a órbita da Terra e, de repente, um deles pode se chocar .

No Hemisfério Sul, ao contrário do que já ocorreu no Hemisfério Norte, nunca foram feitas buscas por asteroides, de acordo com o pesquisador. Para suprir a falta de conhecimento e de mapeamento desses asteroides, o centro de observação vai instalar o telescópio Impacton, vindo da Alemanha, em Itacuruba, no Sertão do Moxotó (PE), em parceria com a França, Itália e Estados Unidos.

A região foi escolhida por ter o clima seco, com ausência quase total de chuva, e localização na latitude sul.

Veiga salientou a importância desse conjunto de países para o sistema de alerta que está sendo montado.

– Tem que ter um ‘pool’ de países porque, na hora em que a gente detecta  um asteroide desses entrando, a gente tem um sistema que vai alertar o mundo inteiro.

Os dados são repassados imediatamente para todos os hemisférios,  identificando o local exato onde o objeto irá se chocar.

O telescópio vai identificar asteroides novos, que apresentem algum potencial de se chocar com a Terra. Caso isso ocorra, o astrofísico esclareceu que a saída será a retirada das pessoas do local.

– A gente não tem arma nuclear suficiente para destruir um grande asteroide de 20 quilômetros de diâmetro. Então, a gente calcula onde ele vai bater  e tira todo mundo dali.

Os dados serão enviados  pelo  Impacton via internet aos pesquisadores do  Observatório Nacional no Rio de Janeiro. O telescópio já está em Recife e até o fim do ano estará em funcionamento.

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