Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Obras sobre o Rebouças deverão durar mais de seis meses

Desde as primeiras horas da manhã, equipes da Secretaria Municipal de Obras e do Corpo de Bombeiros têm trabalhado na área onde ocorreu o desabamento sobre o Túnel Rebouças, na tentativa de provocar o deslizamento do restante de terra ainda instável no local. (Leia Mais)

Sexta, 26 de Outubro de 2007 às 11:30, por: CdB

Desde as primeiras horas da manhã, equipes da Secretaria Municipal de Obras e do Corpo de Bombeiros têm trabalhado na área onde ocorreu o desabamento sobre o Túnel Rebouças, na tentativa de provocar o deslizamento do restante de terra ainda instável no local, com o auxílio de jatos de água e uma escada Magirus. Este é apenas o procedimento inicial de uma obra que, segundo previsão dos técnicos, deverá durar mais de seis meses.

Ao todo, são seis caminhões-pipa com sete mil litros de água cada e um sétimo veículo, do Corpo de Bombeiros, com 30 mil litros, com uma vazão total de 600 mil litros de água. A operação se estenderá por todo o dia e à noite também. Uma vez concluída essa fase das operações, 200 trabalhadores municipais e estaduais iniciarão a contenção da encosta, com o apoio de 30 caminhões e 15 retroescavadeiras.

Segundo previsão da Prefeitura do Rio, se não voltar a chover, as galerias deverão ser liberadas em até 72 horas após o início dos trabalhos de remoção da terra. Após esse período, começarão as obras de construção de um cinturão de concreto sobre o Túnel Rebouças para evitar novos deslizamentos de terra na auto-estrada, principal ligação entre as zonas Norte e Sul. O cronograma da obra prevê a conclusão, a partir de novembro, em seis meses. Os custos ainda não foram divulgados.

Uma das causas do desmoronamento que tumultou o trânsito no Rio nas últimas 72 horas, segundo técnicos da prefeitura, é um cano com vazamento, que a prefeitura acredita ser uma ligação clandestina de água, encontrado no alto do Morro Cerro-Corá. Essa hipótese foi confirmada a jornalistas pelo professor da PUC-Rio e presidente da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, Alberto Sayão.

- O desmoronamento foi muito fundo e formou uma cachoeira, uma massa de água com terra e pedra. Isso mostra que havia muita água no solo. A chuva não tinha começado quando a terra deu os primeiros sinais de movimento. Se não tivesse um vazamento de água no interior do solo, o deslizamento seria mais denso e lento, não a queda livre que foi - disse.

Em nota, no entanto, a Cedae afirmou que o vazamento é insuficiente para causar o deslizamento. Técnicos da companhia despejaram um corante na tubulação para detectar a origem do problema. No local, ainda é possível ouvir som de água corrente.

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